Cientistas italianos encontram oportunidades no Brasil

Por Tatiana Girardi SÃO PAULO, 7 ABR (ANSA) - Eles deixaram a Itália para viver no Brasil um projeto profissional diferente: atuar no setor de desenvolvimento aeroespacial da Universidade de Brasília (UnB) - mais especificamente do Laboratório de Ciência Aeroespacial e Inovação (Laica).   

O primeiro do grupo de seis italianos a chegar no país foi Paolo Gessini, 49 anos, engenheiro aeroespacial que foi fazer seu pós-doutorado em São José dos Campos (SP) em 2006. De lá, por ter formação específica nesse segmento da engenharia, ele foi contratado pela UnB em 2009. Em 2012, tornou-se também professor no recém-aberto curso de Engenharia Espacial - que formará sua primeira turma na metade deste ano.   

Em entrevista à ANSA, Gessini afirmou que não pretende mais deixar o Brasil. "Claro que não podemos prever o futuro, mas eu pretendo ficar por aqui. Fiz muito esforço na minha carreira", contou. Segundo o professor, a sua presença no país ajudou a gerar interesse de seus conterrâneos para virem para cá. Porém, "todos são concursados" e chegaram aqui "por seus esforços".   

Um dos recém-chegados ao país é o também engenheiro aeroespacial Cristian Vendittozzi, 38 anos, que aqui se estabeleceu em outubro de 2015. Ainda se adaptando ao Brasil e à língua, o também professor da UnB contou que pretende se estabelecer em Brasília e trazer sua esposa e seu filho para o país. "Respeito muitos os outros locais, mas o projeto apresentado aqui em Brasília é muito bom, tem uma grandíssima vontade de crescimento e desenvolvimento. Isso é uma coisa muito importante, sobretudo no Brasil, agora que se vive uma crise econômica e política. Mas, acredito muito nisso aqui e no investimento que está sendo feito na pesquisa universitária", ressaltou à ANSA.   

Para ele, apesar da crise, o Brasil está com mais condições de estrutura para profissionais que querem atuar na pesquisa e desenvolvimento do que ocorre atualmente em seu país-natal. Vendittozzi diz ainda que os brasileiros que trabalham no setor e também seus alunos na UnB "são todos muito jovens" e são pessoas que "acreditam muito no crescimento da pesquisa universitária - e isso nos encoraja". "Agora, eu pretendo ficar porque aqui tem esse projeto que está começando agora. E eu acho que há a possibilidade de crescer e virar um grande projeto da minha carreira", diz o italiano.   

Assim como seu conterrâneo, Gessini explica que a formação científica universitária na Itália é muito boa, mas que isso praticamente inexiste após a conclusão dos cursos. Porém, ele ressalta que há parcerias que estão sendo desenvolvidas.   

De acordo com o "pioneiro", "temos mais de uma dúzia de projetos, alguns com colaborações internacionais" com a Europa, a Itália - especialmente com a Universidade La Sapienza e com a Agência Espacial Italiana (ASI) - e também com outras instituições brasileiras. Ambos ressaltaram ainda a importância do apoio da Embaixada da Itália no processo de adaptação ao Brasil e no contato com intuições europeias para fechar novas parcerias.   

Além dos dois engenheiros, também compõem o grupo os engenheiros aeroespaciais Chantal Cappelletti, Simone Battistini, Domenico Simone e Giancarlo Santilli. (ANSA)
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