Italianos estão mais velhos e se casam menos, mostra estudo

ROMA, 07 ABR (ANSA) - Os italianos se casam pouco, tem ainda menos filhos e tem cada vez mais idosos: é o que apontou o relatório "Nós Itália", divulgado pelo Instituto de Estatísticas Italiano (Istat) nesta quinta-feira (07). Os dados analisados, que são relativos ao ano de 2014, fazem uma radiografia profunda da população italiana naquele ano.   

Transformando em números, as informações do Istat apontam que há 157,7 idosos para cada 100 jovens na Itália e 55,1 pessoas que não estão mais em idade ativa para o mercado de trabalho para cada 100 trabalhadores. Por causa disso, pela primeira vez em 10 anos, a expectativa de vida dos italianos apresentou uma queda de 0,2 anos para os homens (80,1 anos) e de 0,3 para as mulheres (84,7 anos de média).   

Na questão do matrimônio, há 3,2 casamentos para cada mil habitantes, colocando a Itália entre os países da União Europeia em que há menos uniões. Mas, se os italianos dizem poucos "sim", há ainda menos divórcios. A incidência é de 8,6 separações para cada 10 mil habitantes em 2014 - em nível europeu, só fica à frente de Malta e Irlanda.   

Outro índice relevante apresentado pelo Istat é que houve mais uma queda no número de mulheres que têm filhos e o índice está em 1,37 filho para cada mulher. Se for considerada a idade das novas mamães, as que moram no sul da Itália, no chamado "Mezzogiorno", são as mais jovens.   

Na questão da densidade demográfica, as regiões da Lombardia, Lazio e Campânia são as mais populosas, sendo que, em análise total, o Mezzogiorno é o que tem mais habitantes. A Itália está ainda entre as nações europeias com maior densidade, com 201,2 habitantes por quilômetro quadrado - alta de quase 10 habitantes desde 2004.   

O Istat a mostrou que houve aumento de 1,9% no número de estrangeiros que decidiram morar na Itália, atingindo 8,2% do total de residentes (quase quatro milhões de habitantes estrangeiros ao todo).   

O Instituto ainda apresentou dados relativos às questões econômicas e voltou a mostrar o abismo existente entre o sul e o norte do país. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita do norte ficou em 30.821 euros enquanto que o Mezzogiorno tem quase a metade do valor, ficando em 16.761 euros por pessoa. Em 2014, na média final, o PIB per capita ficou em 25.256 euros, a taxa mais baixa dos últimos 10 anos.   

Além disso, mais de 2,3 milhões de pessoas 15 e 29 anos (25,7% do total) não estavam estudando e também não estavam trabalhando. A taxa é maior entre as mulheres (27,1%) e no sul da Itália, sendo que na Sicília e na Calábria o índice chega a 40%.   

Já no quesito cultura, os dados apresentados mostram que os italianos estão lendo menos, mas frequentando mais espaços culturais. Houve aumento no número de pessoas que disseram visitar museus e sítios arqueológicos e também naquelas que frequentam os cinemas.   

O estilo de vida, na questão da saúde, apresentou melhora na comparação com os anos anteriores. Em 2014, houve redução no consumo excessivo de álcool (15,5%), nos fumantes (19,5%) e nas pessoas obesas (10,2%). Porém, mesmo com um aumento no número de cidadãos que disseram praticar algum esporte, apenas um terço da população pratica exercícios regularmente. (ANSA)
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