Roma expulsa homem que queria 'cortar cabeças de italianos'

ROMA, 08 ABR (ANSA) - O governo da Itália expulsou um marroquino de 32 anos acusado de ter ligações com grupos terroristas, informou o ministro do Interior, Angelino Alfano, nesta sexta-feira (08).   

"Foi executada na noite de ontem outra expulsão por segurança de Estado. Trata-se de um marroquino de 32 anos, que entrou na Itália em 2013 e era regularmente residente em Potenza", informou o representante do governo. Segundo Alfano, a deportação ocorreu após uma série de investigações e de "termos a clareza sobre seu processo de radicalização religiosa".   

De acordo com o ministro, em dezembro do ano passado, o homem foi preso pela agressão de um menor e afirmou "ser próximo ao Estado Islâmico [EI, ex-Isis]". A detenção ocorreu enquanto o marroquino gritava para os policiais que "queria cortar as cabeças dos italianos", assim como o grupo terrorista faz com suas vítimas na Síria e no Iraque.   

Nos últimos dois anos, dezenas de estrangeiros foram expulsos da Itália por terem supostas ligações com grupos extremistas ou por planejarem atentados no país. Um dos casos mais famosos ocorreu no fim do ano passado, quando um outro marroquino de 40 anos, ameaçou "explodir Roma" para implantar o Islã.   

A Itália e o Vaticano são constantemente ameaçados pelos jihadistas com ataques e ações contra pontos turísticos, organizações políticas e religiosas e em transportes públicos.   

Nesta semana, inclusive, o EI divulgou mais um vídeo de propaganda contra a "nação da Cruz", uma clara referência a Roma. Além do Daesh, grupos como Frente al-Nusra e o Talibã também ameaçam constantemente os italianos. (ANSA)
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