Kerry nega desculpas dos EUA por bomba em Hiroshima

HIROSHIMA, 10 ABR (ANSA) - Em visita a Hiroshima para uma reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, negou neste domingo (10) que seu país vá pedir desculpas pela bomba atômica que devastou a cidade japonesa em 1945.   

Rumores sobre uma possível retratação dos Estados Unidos vinham circulando havia meses, ainda mais porque o presidente Barack Obama estuda visitar Hiroshima antes do fim do seu mandato. Se isso acontecer, ele será o primeiro mandatário dos EUA a viajar ao município depois do ataque nuclear.   

Segundo a imprensa norte-americana, a Casa Branca estuda realizar a visita durante o encontro do G7 marcado para o fim de maio, no Japão. No entanto, uma decisão só deve ser tomada após a reunião dos ministros das Relações Exteriores do grupo.   

Até o momento, a mais alta representante dos Estados Unidos a ir à cidade foi a então presidente do Congresso Nancy Pelosi, em 2008. A bomba nuclear de Hiroshima foi lançada às 8h45 da manhã do dia 6 de agosto de 1945, pegando o município de surpresa. O deslocamento de ar levou ao chão todas as casas e edifícios situados em um raio de 2 km, e a explosão matou de imediato 80 mil pessoas.   

Ao longo dos anos, o número de vítimas fatais subiu para mais de 200 mil por causa dos efeitos da radiação na população. Nesta segunda-feira (11), Kerry deve depositar flores no memorial em homenagem aos mortos na tragédia. (ANSA)
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