Assistente de padre espanhol depõe por 4 horas em Vatileaks2

ROMA, 11 ABR (ANSA) - O ex-assistente do monsenhor espanhol Lucio Ángel Villejo Balda, Nicola Maio, foi ouvido nesta segunda-feira (11) no Tribunal do Estado Vaticano sobre o caso de vazamento de documentos sigilosos da Santa Sé, que ficou conhecido como "Vatileaks 2".   

Por quase quatro horas, Maio foi interrogado pelos juiz Giuseppe Dalla Torre, pelos promotores Gian Piero Milano e Roberto Zannotti, pela sua advogada, Rita Claudia Baffioni, e pelos defensores dos outros quatro acusados pelo vazamento sobre seu trabalho ao lado do religioso.   

Segundo nota divulgada pelo porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, "a audiência foi integralmente dedicada ao interrogatório de Nicola Maio [...] e foi lido e aprovado o texto relativo ao interrogatório".   

Ainda de acordo com Lombardi, com exceção do jornalista Emiliano Fittipaldi, os demais acusados pelo "Vatileaks 2" - o monsenhor Balda, a ex-funcionária vaticana Francesca Immacolata Chaouqui e o jornalista Gianluigi Nuzzi - estavam presentes na audiência. A nona etapa do julgamento será realizada na quarta-feira (13).   

Relembre o caso: O "Vatileaks 2", o segundo vazamento de documentos oficiais da Santa Sé (o primeiro ocorreu em 2012 e é considerado o estopim para a saída de Bento XVI do cargo), foi revelado no ano passado e é o maior problema enfrentado pelo papa Francisco desde que assumiu o cargo em 2013. O vazamento de dados ocorreu em um dos comitês criados pelo Pontífice para analisar e monitorar as contas do Vaticano, envoltas em uma série de escândalos nos últimos anos. Um desses comitês, a Comissão de Estudos sobre as Atividades Econômicas (Cosea) era presidido pelo padre espanhol e pela ex-funcionária Chaouqui. Assim que analisou as contas e deu seu pareceu ao sucessor de Bento XVI, o Cosea foi desativado.   

Porém, parte dos documentos desse órgão foi repassada para os dois jornalistas que, agora são julgados, Nuzzi e Fittipaldi.   

Balda confessou ter sido o informante dos dois, que publicaram livros revelando que o dinheiro da Igreja Católica não estava sendo usado de maneira correta.   

"Avarizia" ("Avareza", na tradução do italiano) é assinado por Fittipaldi e relata a constituição do império financeiro da Santa Sé, denunciando o gasto excessivo de membros da Igreja em passagens aéreas, imóveis, artigos de luxo e roupas, financiado com desvios de obras de caridade. Já a obra "Via Crucis", de Nuzzi, conta como Francisco tem encontrado dificuldades em realizar suas reformas. (ANSA)
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