Impeachment de Dilma: O que vem agora?

SÃO PAULO, 11 ABR (ANSA) - Com a aprovação na comissão especial que analisa o impeachment da presidente Dilma Rousseff do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), que recomenda o prosseguimento do pedido de afastamento da mandatária, o processo que pode levar à segunda queda de um governo no Brasil em menos de 25 anos chega a uma de suas fases mais críticas.   


Veja abaixo quais são as próximas etapas: Votação na Câmara - Após a leitura do parecer da comissão e a sua publicação, a Câmara dos Deputados terá até 48 horas para submeter o pedido a votação em plenário. Para que o processo seja instaurado, é preciso ter pelo menos dois terços dos votos na casa, ou seja, 342 de 512. Do contrário, o processo é arquivado. A expectativa é que a deliberação comece na próxima sexta-feira (15), podendo continuar até o domingo seguinte (17).   


Senado - O processo será instaurado no Senado se a maioria simples dos 81 senadores votar a favor. Se isso ocorrer, Dilma será afastada e Michel Temer assumirá a Presidência interinamente. Caso contrário, o impeachment será arquivado. Na primeira hipótese, o Senado terá mais 180 dias para julgar de fato o impedimento da mandatária, o que exigirá dois terços dos votos, como na Câmara. As sessões de julgamento serão comandadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.   


Conclusão - Se dois terços dos senadores votarem pelo impeachment, Dilma passará o cargo para Temer, que governará até 2018, e ficará inelegível por oito anos. (ANSA)
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