Morre Casaleggio,um dos maiores líderes da oposição italiana

ROMA, 12 ABR (ANSA) - Morreu na manhã desta terça-feira (12) o empresário e cofundador do partido Movimento Cinco Estrelas (M5S), Gianroberto Casaleggio, 61 anos, informou a sigla.   

Segundo as primeiras informações, o político faleceu por causa de um derrame após passar cerca de uma semana internado no Instituto Auxológico de Milão. Ele lutava contra uma doença neurológica que, há dois anos, o obrigou a fazer uma cirurgia no cérebro.   

Casaleggio fundou em 2009, ao lado do humorista Beppe Grillo, o M5S, uma das principais siglas de direita da Itália. Muito mais discreto que o outro cofundador, o italiano raramente aparecia em público, mas era considerado "a mente" por trás das ideias do partido.   

"Adeus, Gianroberto. Você lutou até o fim", escreveu Grillo ao falar sobre a morte do colega. Ele ainda lembrou de uma carta escrita por Casaleggio que, segundo o humorista, descrevia a personalidade do amigo. "Sou um cidadão comum que com seu trabalho e seus (poucos) recursos busca, sem nenhuma contribuição pública ou privada, talvez iludindo-se, às vezes errando, melhorar a vida na sociedade em que vive", escreveu.   

Apesar de opositor, a morte de Casaleggio foi lamentada por políticos de ligados ao governo da Itália. O presidente da República, Sergio Mattarella, emitiu uma nota lamentando a morte do líder do M5S.   

"Estou particularmente atingido pela prematura morte de Gianroberto Casaleggio, intelectual, editor, protagonista político criativo e apaixonado", escreveu Mattarella, lembrando do último encontro que teve com o representante, no dia 26 de fevereiro.   

Já a ministra da Saúde, Beatrice Lorenzin, utilizou o Twitter para lamentar a morte. "As minhas condolências à família e ao M5S: Gianroberto Casaleggio revolucionou a comunicação política em nosso país", postou a representante.   

O ministro dos Transportes, Graziano Delrio, afirmou que "a política perde um de seus protagonistas", enquanto o líder dos senadores do Partido Democrático (PD, do premier Matteo Renzi), Luigi Zanda, disse que o político "foi um líder que, com sua personalidade, deixou sua marca na política italiana em uma fase muito difícil da história".   

Quem também lamentou a morte do italiano foi o escritor Dario Fo, Nobel de Literatura em 1997, que era um dos grandes amigos de Casaleggio. Segundo o escritor, a perda do político é "gigantesca" para o M5S e "não sei imaginar as consequências podem ocorrer". "Mas, estou certo, que as pessoas extraordinárias que fazem parte, especialmente os jovens da última geração, estarão aptos a prosseguir sobre o caminho correto", destacou.   

Uma das últimas aparições de Casaleggio foi, justamente, ao lado do amigo Dario Fo, em 16 de março. Na época, após exames, ele havia comentado que "não pararia" de lutar por sua vida. (ANSA)
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