Chanceler italiano critica muro em fronteira com a Áustria

CIDADE DO VATICANO, 13 ABR (ANSA) - O chanceler da Itália, Paolo Gentiloni, rechaçou a atitude das autoridades austríacas de construir uma barreira na passagem de Brennero, na fronteira entre os dois países. Segundo ele, "a Áustria é um país amigo, com quem esperamos continuar colaborando, mas o que não podemos aceitar é a lógica de gestos unilaterais que comprometeriam essa possibilidade de cooperação".   

Gentiloni ainda acrescentou que, no que diz respeito aos assuntos imigratórios, deve existir "uma agenda comum e compartilhada a nível europeu".   

"A emergência [imigratória] é um problema que nos ocupará nos próximos anos. Não podemos dar respostas simplistas a este problema", concluiu.   

A porta-voz da Comissão da União Europeia (UE) para a Imigração, Natasha Bertaud, confirmou ter recebido uma carta do chanceler e do ministro do Interior italiano, Angelino Alfano, dizendo que o organismo irá avaliar as medidas anunciadas por Viena.   

No documento, os dois ministros pedem ao comissário europeu de Imigração, Dimitris Avramopoulos, que avalie se a ações estão de acordo com o Tratado de Schengen, que prevê a livre circulação dentro do bloco. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, por sua vez, disse, diante do Parlamento Europeu hoje, que o bloco está pronto para ajudar a Itália diante da severa crise imigratória. A informação sobre a construção da barreira foi dada pelo chefe da polícia de Brennero, Helmut Tomac, à agência de notícias austríaca APA nesta segunda-feira (11). Segundo o profissional, o muro terá 250 metros de comprimento e irá bloquear uma rodovia local e uma estrada federal. Poucos dias antes, a ministra do Interior, Johanna Mikl-Leitner, também havia levantado a hipótese de erguer a barreira caso a Itália não tomasse medidas "duras" contra os imigrantes que chegam à nação tentando chegar a países mais ricos da Europa. Só em 2015, a Itália foi porta de entrada para mais de 150 mil pessoas que fugiam das guerras, da miséria e de perseguições, especialmente, de países do norte da África, do Afeganistão e do Iraque. O país é a segunda "rota de imigrantes" pelo mar, ficando atrás apenas da Grécia - que recebeu mais de 840 mil imigrantes. (ANSA)
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