TIM rechaça franquia de dados em internet fixa

SÃO PAULO, 15 ABR (ANSA) - O presidente da TIM Brasil, Rodrigo Abreu, afirmou nesta sexta-feira (15) que a operadora não está implantando limites de navegação no seu serviço de internet banda larga fixa, o "TIM Live".   

A declaração foi dada durante o evento de lançamento do novo logo da empresa, realizado em São Paulo (SP). "Nós temos uma operação que acabou virando referência em banda larga fixa no Brasil. Apesar de pequena, já passou dos 300 mil usuários, e não estamos mudando as regras do jogo. Não estamos colocando limites na banda larga fixa", disse o executivo.   

Algumas das principais operadoras de internet residencial do país - Vivo, GVT, Oi, NET e Claro - começaram a impor um teto mensal de uso nos seus planos, assim como já ocorre nos serviços para dispositivos móveis. A medida irritou usuários, motivando a criação do Movimento Internet sem Limites, cuja página no Facebook já tem mais de 370 mil curtidas.   

Com restrições no consumo de dados, as pessoas terão de contratar pacotes mais caros para acessar livremente conteúdos em streaming, como Netflix e Spotify, por exemplo. O "TIM Live" é um serviço restrito a São Paulo e Rio de Janeiro e conta com cinco planos que vão de 35 Mb/s a 1 Gb/s de velocidade, nenhum deles com franquia de dados.   

Nova marca - A TIM apresentou nesta sexta seu novo logo no Brasil, o mesmo que foi adotado pela sua controladora, a Telecom Italia, em janeiro deste ano. O desenho inclui um ícone vermelho representando um "T" sobre um fundo azul e as três letras do nome da empresa escritas em branco.   

No lançamento de sua nova estratégia, a operadora trouxe a São Paulo cinco pessoas consideradas inovadoras por motivos diferentes: o israelense Uri Levine, criador do aplicativo Waze; o empreendedor carioca Anderson França, fundador da Universidade da Correria; o especialista em gestão pública dinamarquês Jonas Kroustrup (via streaming); o jornalista britânico Glenn Greenwald, que revelou o escândalo de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos; e a professora paraibana Jonilda Ferreira, campeã de formação de alunos medalhistas na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).   

Segundo Abreu, o objetivo do novo posicionamento é desenvolver planos e ofertas "simplificados" e tornar a TIM a companhia de serviços de comunicação e informação "mais querida" do Brasil.   

"Os usuários amam os celulares, mas odeiam as operadoras. Nós queremos mudar isso", explicou o presidente, que falou também no nascimento "de uma nova empresa".   

Além disso, o executivo contou que a TIM pretende levar sua cobertura 4G a 90% do território brasileiro em no máximo dois anos - atualmente está em 67% - e investir R$ 14 bilhões no país durante o próximo biênio. "Não importa quem ganha mais clientes, mas sim quem consegue deixar o cliente mais satisfeito", completou. (ANSA)
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