Com ironia e choque, mídia internacional destaca impeachment

SÃO PAULO, 18 ABR (ANSA) - Nesta segunda-feira (18), os jornais internacionais repercutiram a derrota da presidente Dilma Rousseff na votação da abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, ocorrida no domingo à noite. Entre "choque" e ironias, as publicações ainda explicaram o processo para a mandatária ser afastada.   

Na Itália, o "Corriere della Sera" destacou a vitória da oposição "com larga maioria". "Na prática, todos os partidos aliados abandonaram Dilma menos o seu PT e alguns aliados tradicionais", escreveu a publicação. Já o "La Repubblica" destacou a "chocante" derrota da mandatária e que agora o Senado definirá se afasta ou não a líder política.   

No jornal "The Guardian", a matéria sobre o impeachment é a de maior destaque na versão online. "A presidente Dilma Rousseff sofreu uma grande derrota neste domingo em um Congresso hostil e contaminado pela corrupção", escreveu.   

A publicação ainda ressalta as próximas etapas, fala sobre a "divisão" de longa data entre a sociedade brasileira e questiona o vice-presidente, Michel Temer: "o líder que ocupará o trono, mas o 'golpe' de Temer dividirá ou unirá o Brasil?".   

Já o norte-americano "The New York Times", mostrou que a votação contra a "primeira mulher presidente" ocorre em um momento de um "grande escândalo de corrupção, o encolhimento da economia e espalhando desilusão".   

O francês "Le Monde" chamou a votação de "descida ao inferno" de Dilma e ressaltou que mesmo "com os 54 milhões de eleitores que a elegeram por quatro anos, até 31 de dezembro de 2018, [...] agora ela tem pouca chance de terminar seu segundo mandato".   

O jornal ainda ironizou a votação, destacando os "10 segundos de celebridades dos deputados brasileiros" e disse que "por vezes, usando uma postura teatral, alguns usaram a plataforma para enviar mensagens pessoais e com pouca relevância sobre as manobras fiscais formalmente imputadas à Sra. Rousseff".   

O "La Nacion" disse que o resultado "sequer foi parelho" e que o "destino da chefe de Estado está nas mãos do Senado". Detalhando o que acontece agora, o periódico ainda explicou do que Dilma é acusada.   

O "El Pais" falou sobre a votação na Câmara e sobre a expectativa sobre as reações dos mercados com a decisão dos deputados. A publicação ainda ironizou que "Deus fez a tumba sobre a presidente do Brasil", ao falar das justificativas dos deputados para aprovarem o parecer do impeachment. (ANSA)
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