Como a imprensa italiana noticiou a votação do impeachment

SÃO PAULO, 18 ABR (ANSA) - Como já vinha acontecendo nos principais episódios da crise política no Brasil, a aprovação da instauração do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelos deputados é destaque nas homes dos dois maiores jornais italianos, mas foi praticamente ignorada por outros diários.   


O "Corriere della Sera", mais vendido do país, chama a decisão da Câmara de "reviravolta" e destaca os três dias de debates no Parlamento sobre o assunto. No entanto, talvez pelo fuso de cinco horas de diferença, até 0h30 desta segunda-feira (18) - 5h30 na Itália -, o texto não estava atualizado com o resultado.   


Já o jornal "la Repubblica" noticia o "primeiro sim" ao afastamento de Dilma e salienta a derrota "avassaladora" da presidente. Além disso, aponta um país "dividido" e o temor de "incidentes" por causa da "tensão altíssima". No entanto, outros periódicos relevantes, como "La Stampa", "Il Messaggero" e o econômico "Il Sole 24 Ore", ignoraram a votação.   


Além do fuso horário desfavorável, outro fator que ofuscou o noticiário sobre o Brasil foi o referendo sobre exploração de petróleo na Itália, tema que motivou inúmeras polêmicas nos últimos dias e proporcionou uma importante vitória para o primeiro-ministro Matteo Renzi. (ANSA)
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