Mais de 400 imigrantes desaparecem no Mediterrâneo

ROMA, 18 ABR (ANSA) - Mais de 400 pessoas, em sua maioria somalianas, desapareceram no Mar Mediterrâneo enquanto viajavam em direção à Itália, a procura de asilo na Europa.   

Segundo a emissora britânica "BBC", o grupo, que vinha do Egito, viajava em quatro embarcações. O presidente da Itália, Sergio Mattarella, disse que o episódio deve causar profunda reflexão. "Existe uma verdadeira necessidade para pensar [na crise imigratória] e a tragédia no Mediterrâneo no lembra hoje disso".   

Mattarella ainda recordou a tragédia acontecida exatamente um ano atrás no Mediterrâneo que deixou 800 mortos nas proximidades da Sicília. Além disso, na última noite, seis corpos foram encontrados em um bote inflável que viajava com direção à Itália.   

A embarcação foi encontrada no Canal da Sicília, ainda próximo à costa da Líbia. Mais de 100 pessoas foram salvas na operação de resgate.   

Só em 2015, a Itália foi porta de entrada para mais de 150 mil pessoas que fugiam das guerras, da miséria e de perseguições, especialmente, de países do norte da África, da Síria, do Afeganistão e do Iraque. O país é a segunda "rota de imigrantes" pelo mar, ficando atrás apenas da Grécia -- que recebeu mais de 840 mil imigrantes no ano passado. (ANSA)
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