Divergência não pode ser base para impeachment, diz Dilma

SÃO PAULO, 19 ABR (ANSA) - A presidente Dilma Rousseff disse hoje, dia 19, em coletiva de imprensa com jornalistas estrangeiros, que se a crise econômica fosse argumento para tirar um presidente "não teria um que sobreviveria" no Poder e que o processo foi acolhido por Eduardo Cunha como forma de vingança e que se trata de um golpe.   


"Tenho consciência que estou sendo vítima de um processo baseado em uma flagrante injustiça, uma fraude política e jurídica", disse. Ainda segundo a mandatária, o país "tem um veio golpista adormecido". "Não houve um único presidente depois da redemocratização que não tenha tido processo de impedimento no Congresso", apontou, acrescentando que o "Brasil tem sempre essa possibilidade que nunca é afastada". Dilma destaca que muitas pessoas atribuem "a minha única responsabilidade" a atual crise econômica que assola o país, descartando que outras nações passaram por cenários similares nos últimos anos. "Atribuem a mim a crise dos países desenvolvidos, a queda de commodities e agora a perda de 10 milhões de empregos. Não foi bem assim", disse. Segundo Dilma, após as últimas eleições, quando ela saiu vencedora por uma margem bastante apertada, teve início por parte da oposição "um processo de desestabilização"."Este meu segundo mandato tem o signo da desestabilização política", disse. "Primeiro pediram recontagem dos votos, depois entraram no TSE [Tribunal Superior Eleitoral] para impedir que eu tomasse posse, na sequência seguiram as pautas bombas", acrescentou. Após isso, "práticas condenáveis representadas pelo presidente da Câmara tomaram força", disse. Destacando que não sofre nenhum processo por corrupção, lembra que Cunha acolheu o pedido de impeachment por vingança, após não receber apoio do PT. "Cunha tem um passado que não o abona para ser um juiz de nada, mas para ser réu". Lembrando das desavenças com o vice-presidente Michel Temer, do mesmo partido de Cunha, Dilma disse acreditar que "a conspiração se dá pelo fato de a única forma de chegarem ao Poder no Brasil ser utilizando métodos e ocultando fatos".   


"A divergência política pura e simples não pode ser usada como base para o impeachment", concluiu. (ANSA)
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