Cerimônia na Grécia acende a tocha olímpica da Rio 2016

SÃO PAULO, 21 ABR (ANSA) - Uma cerimônia na cidade de Olímpia, na Grécia, nesta quinta-feira (21) marcou o acendimento da tocha olímpica, dando o início oficial para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Como ocorre tradicionalmente, uma Alta Sacerdotisa - representada pela atriz Katerina Lehou - acende o objeto no antigo templo de Hera. Com o fogo olímpico aceso, o primeiro atleta a carregar o item foi o ginasta grego Lefheris Petrounias e, assim que terminou seu percurso, passou o fogo para uma tocha levada pelo ex-jogador de vôlei e bicampeão olímpico, Giovane Gávio.   


Antes de chegar ao Brasil, a tocha percorrerá um caminho pela Grécia e será recebida em Lausanne, na Suíça, onde fica a sede do Comitê Olímpico Internacional (COI), e em Genebra, também na Suíça, em uma das estruturas da Organização das Nações Unidas (ONU). Em terras brasileiras, a primeira das mais de 300 cidades a receber a tocha será Brasília no dia 3 de maio e o fim da rota será, obviamente, no Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto.   


Essa será a primeira vez na história das Olimpíadas modernas que o local onde será colocada a chama olímpica não ficará dentro de um estádio durante a duração dos Jogos.   


"A chama continuará acesa em outra parte da cidade. Obviamente, será acesa durante a abertura no dia 5 de agosto, mas depois a estrutura será transportada do Maracanã para o centro da cidade.   


Mas, o local exato, ainda permanece em segredo", revelou o porta-voz do Comitê Olímpico, Mario Andrada.   


Em discurso no evento, o presidente do COI, Thomas Bach, lembrou o momento turbulento vivido na política brasileira, mas lembrou que os Jogos Olímpicos são símbolos de união.   


"Apesar das dificuldades que o Brasil enfrenta hoje, a chama é um lembrete eterno de que somos todos parte de uma mesma humanidade. Este será o grande legado da Olimpíada para o Brasil e para o mundo. Esses Jogos serão uma mensagem de esperança em dias difíceis", disse Bach pedindo ainda "o apoio de todos os brasileiros". Já o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, também lembrou das dificuldades no país e ressaltou a importância do evento esportivo.   


"A tocha olímpica traz uma mensagem de que pode e que vai unir o nosso querido Brasil, um país que está sofrendo muito mais do que merece em busca de um futuro melhor. Mas, com grande emoção e energia, estamos aqui na terra sagrada de Olímpia, para o início dos Jogos. Para nós, os Jogos começam hoje", ressaltou.   


(ANSA)
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