Capitão do Costa Concordia falta à audiência de apelação

FLORENÇA, 28 ABR (ANSA) - Começou nesta quinta-feira (28) o julgamento da apelação da sentença contra o capitão Francesco Schettino pelo acidente com o navio Costa Concordia, em 13 de janeiro de 2012, que matou 32 pessoas e deixou centenas de feridos próximo à ilha de Giglio.   

Na audiência de hoje, o acusado não compareceu e foi representado por seus advogados Donato Laino e Saverio Senese.   

"O comandante Schettino? Está tranquilo. Tranquilo como pode-se ficar nesses casos", disse Laino ao ser questionado sobre a ausência do "capitão covarde", como ficou mundialmente conhecido.   

Ainda de acordo com seu defensor, Schettino conversou com ele antes da audiência e ficou definido que ele poderá ir às outras sessões "dependendo de como o processo se desenvolverá". Por hoje, ele optou por ficar em sua casa, em Meta di Sorrento, em Nápoles.   

Durante a exposição da Procuradoria de Grosseto, que tenta aumentar a pena de Schettino para 26 anos de cárcere com detenção imediata, o procurador Alessandro Leopizzi defendeu que afirmar que outras pessoas tiveram culpa no acidente "não elimina" a responsabilidade do capitão.   

Segundo o representante, a defesa apresentou uma relação com os motivos de apelação de maneira "frontal" e "destrutiva" contra a sentença emitida em primeiro grau e que "mostra um limite genérico no debate que foi exaustivo e explícito e com base em provas documentais".   

"Não se pode dizer que a culpa foi dos outros, mas foi também dos outros. Porém, isso não cancela as culpas de Schettino. Não pode-se dizer que a culpa é do oficial de guarda Ciro Ambrosio [o oficial que substituiu o capitão durante o jantar do mesmo], mas também de Ambrosio. Uma eventual culpa de Ambrosio não cancela as falhas de Schettino", afirmou o procurador.   

Detalhando sua argumentação, Leopizzi afirmou que o substituto de Schettino "nunca tirou o navio da rota" que foi ordenada pelo comandante.   

A defesa de Schettino criticou a tese da acusação, dizendo que eles estão pedindo não para "tirar a culpa de consciência", mas para condená-lo pelo "fato de Schettino não saber onde estava o navio".   

O capitão do Costa Concordia foi condenado, em 11 de fevereiro de 2015 pelo Tribunal de Grosseto, a 16 anos e um mês de prisão por múltiplas lesões e múltiplos homicídios culposos (quando não há a intenção de matar), naufrágio culposo e abandono de navio e de incapazes. Agora, o processo em segundo grau ocorre na primeira seção penal de apelo do Tribunal de Florença, em sessão presidida pela juíza Grazia D'Onofrio, e analisa se diminui, absolve ou aumenta a pena do italiano. (ANSA)
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