Após 4 anos, Índia aceita entregar fuzileiro italiano

NOVA DÉLI, 2 MAI (ANSA) - O governo italiano confirmou hoje que, após quatro anos de negociações, a Índia aceitou entregar o fuzileiro Salvatore Girone. O militar acompanhará de sua casa na Itália o julgamento do processo pelo qual responde na Índia por homicídio. A decisão deverá ser publicada oficialmente amanhã (3) e foi tomada pelo Tribunal de Arbitragem constituíto pela Corte de Haia, que acolheu a demanda da Itália, a qual sugeria que a Índia aceitasse que o militar aguardasse o julgamento em seu país natal. "É uma notícia maravilhosa", comemorou o pai de Girone, Michele, em entrevista à ANSA. O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, também celebrou a decisão. "Conversei com o fuzileiro Girone e ele poderá voltar.   

É uma notícia extraordinária", completou o Chefe de Governo, em coletiva de imprensa em Florença. Ele também aproveitou a ocasião para enviar uma mensagem de "amizade e colaboração" à Índia por ter aceitado devolver o cidadão italiano. Girone é acusado de ter matado pescadores de Kerala no dia 15 de fevereiro de 2012, ao lado do também fuzileiro Massimiliano Latorre, que já voltou ao seu país em 2014 devido para receber tratamentos médicos. O incidente ocorreu em águas internacionais e os italianos se defendem dizendo que dispararam contra os pescadores porque tinham confundido-os com piratas. Apesar da confirmação da notícia pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália, fontes do governo indiano disseram que Roma "não interpretou direito a decisão de Haia" e que as condições para a "liberdade provisória serão estabelecidas pela Corte Suprema".   

"A única razão pela qual Girone não está autorizado a deixar a Índia é porque representa uma garantia se a Itália não o fizer voltar a Nova Déli para um eventual processo no futuro. Mas um ser humano não pode ser usado como garantia de conduta de um Estado", comentou em março o embaixador italiano Francesco Azzarello.   

A notícia da corte de arbitragem foi destaque em toda a imprensa indiana como breaking news e gerou polêmica e repercussão no país. (ANSA)
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