Após pombas, cafés de Veneza lutam contra gaivotas

Por Rossana Codino VENEZA, 4 MAI (ANSA) - Vencida a batalha contra as pombas, praga de décadas para monumentos e moradores devido à sujeira que fazem, a cidade de Veneza está travando uma nova guerra contra as aves.   


Dessa vez, o "inimigo" são as gaivotas, que escolheram a Praça San Marco e seus tradicionais cafés e restaurantes com terraços abertos como terreno ideal para encontrar e conseguir alimentos.   


Os pássaros pousam de repente nos pratos trazidos e levados pelos garçons e roubam pedaços inteiros de sanduíches e pizzas, quebrando pratos e copos bem na frente dos turistas.   


Os donos dos dois lugares mais célebres da praça, o Quadri e o Florian, decidiram unir suas forças para acabar com a ameaça experimentando armas e armadilhas caseiras.   


A primeira tentativa foi do Florian, que tentou cobrir os pratos com grandes tampas descartáveis de plástico, mas a ideia não deu certo, já que o "equipamento" era muito volumoso e difícil de ser manejado pelas mesas. Atualmente, as antigas tampas foram trocadas por algumas de papelão, mais leves e práticas.   


Já o Quadri tentou criar uma espécie de barreira de balões coloridos que deveria espantar as gaivotas. No entanto, a iniciativa também não apresentou resultados satisfatórios. O café, então, agora usa a técnica de esguichar um pouco de água nas aves se elas se aproximarem muito dos pratos, o que também não tem muito sucesso.   


A última ideia contra os pássaros foi testada perto do cemitério de San Michele: um ultrassom. A armadilha funcionou nos primeiros dias, mas logo depois as aves se acostumaram à "ofensiva acústica" e voltaram a ficar no local.   


"Precisamos de uma solução mais drástica, como por exemplo usar 'falcoeiros', como nos aeroportos", disse o presidente da Associazione Piazza San Marco, Alberto Nardi. Segundo o italiano, todos os outros métodos, como óleos repelentes, não são realmente eficientes.   


Por isso, Nardi lançou um apelo para que outras cidades italianas e estrangeiras, não só próximas do mar, sugiram, de acordo com a experiência de cada, a melhor solução para esse problema.   


Enquanto isso, para desacelerar a ofensiva das gaivotas, o presidente da associação disse que as medidas "contra-pombas" também devem ser usadas para esse novo tipo de praga.   


Ou seja, Nardi propos que a possibilidade das gaivotas conseguirem comida dos turistas deve ser diminuída ao máximo e, para isso, impedir com que vendedores ambulantes de alimentos circulem pela praça é uma ideia eficiente.   


"Tirar os ambulantes que vendem milho na praça consentiu em uma redução de 50% do número de pombas", relembrou o italiano. Além disso, entre as recomendações também a está de evitar abandonar sacos com alimentos na área marítima, reduzir os restos de comida nos espaços públicos e não jogar no chão farelos de pão e bolo. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.



Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos