Papa se reúne com pai de opositor e manda carta a Maduro

CIDADE DO VATICANO, 4 MAI (ANSA) - O papa Francisco enviou uma carta de cunho pessoal ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para pedir que seu governo impulsione o diálogo com seus opositores e que tente manter a unidade do país. De acordo com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o líder católico "sentiu que era seu dever dar uma mão" para ajudar os diálogos na Venezuela, após receber vários pedidos de intervenção em Caracas. Parolin confessou que Francisco considera "grave" a situação no país latino-americano. "É necessária boa vontade de todas as partes para encontrar o caminho do diálogo", comentou o secretário. "O conteúdo da carta é este: precisa-se agir de maneira conjunta para dar uma resposta aos problemas, crimes e gravidades que afligem o país", explicou. "Formar uma mesa de negociações e dialogar com disponibilidade são os únicos meios possíveis para encontrar uma solução comum".   

Nesta quarta-feira (4), após celebrar a tradicional audiência geral na Praça São Pedro, no Vaticano, o Papa cumprimentou Leopoldo López Gil, pai do opositor venezuelano Leopoldo López, preso há dois anos por ordem do governo de Maduro. Ele também se encontrou com Vanessa Ledezma, filha do ex-prefeito de Caracas e também prisioneiro, Antonio Ledezma. O papa Francisco já auxiliou outros países em negociações, como Cuba e Estados Unidos, e a Colômbia com o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). (ANSA)
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