TAS reduz pena de Michel Platini por 'caso Blatter'

ROMA E GENEBRA, 09 MAI (ANSA) - O Tribunal Arbitral do Esporte reduziu de seis para quatro anos a suspensão de Michel Platini sobre o caso do pagamento de dois milhões de francos suíços (R$ 7,1 milhões), que envolveu o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter. A decisão da Justiça esportiva nesta segunda-feira (09) fez com que o então presidente da Uefa anunciasse sua renúncia ao cargo.   


"Eu estou renunciando das minhas funções de presidente da Uefa para continuar a batalha perante a Justiça suíça para provar minha inocência neste caso. Respeito a decisão do TAS, mas a vivo como uma profunda injustiça. Mas, a vida sempre me reservou boas surpresas e estou pronto para vivê-las", disse Platini.   


A decisão do TAS, que é definitiva na esfera esportiva, suspende o dirigente até dezembro de 2019 - o que o faria perder as eleições para a Presidência da Fifa, que ocorrem naquele ano.   


Ainda na gestão europeia do futebol, a Uefa informou, em nota, que não terá nenhum presidente interino e que "o comitê executivo se reunirá no dia 18 de maio, na Basileia, para discutir os próximos passos, entre os quais, a programação de um congresso eleitoral".   


- O caso: Suspenso do futebol desde outubro do ano passado, quando o Comitê de Ética da Fifa o afastou - assim como a Blatter - por oito anos, Platini travava uma batalha jurídica para eliminar sua pena - baseada em uma suposta "má conduta" dos dois cartolas.   


De acordo com a defesa de ambos, em 2011 o então presidente da Fifa pagou a quantia milionária ao francês como uma quitação por trabalhos feitos por Platini entre os anos de 1998 e 2002, mas que não foram realizados à época por falta de dinheiro. Como o pagamento ocorreu cerca de dois meses antes do pleito que escolheu as sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, o Comitê de Ética considerou o pagamento uma quebra das regras que os cargos merecem.   


Em dezembro de 2015, o francês conseguiu reduzir a punição para seis anos, ainda na Fifa, mas sua missão em provar sua inocência no tribunal mais importante do esporte falhou. Apesar disso, a pena financeira também foi reduzida de 80 mil francos suíços (R$ 287,2 mil) para 60 mil francos suíços (R$ 215,4 mil).   


Segundo nota do TAS, a decisão foi tomada de maneira unânime pelo grupo de juízes arbitrais, liderados pelo italiano Luigi Fumagalli, e que contava ainda com o francês Jan Paulsson e pelo belga Bernard Hanotiau.   


Nas motivações que levaram à redução da condenação, o Tribunal manteve as punições por "vantagem indevida" e por "conflitos de interesse", violando os artigos 20 e 19, respectivamente, do Código de Ética da Fifa, mas retirou as acusações de "violação das regras gerais de comportamento" (artigo 13) e de "violação do dever da lealdade" (artigo 15).   


O TAS reconheceu que Platini realmente realizou um serviço para a Fifa, mas os juízes afirmaram que "não estavam convencidos da legitimidade do pagamento de dois milhões de francos suíços, ocorridos oito anos após a cessão do contrato de trabalho, do qual não há nenhum documento e não corresponde à parte do salário supostamente pago".   


Os magistrados ainda afirmaram que Platini "foi beneficiário de maneira retroativa de um plano de previdência ao qual não tinha direito" e justificaram que "uma pena severa é justificada por causa das funções superiores exercidas por Michel Platini (presidente da Uefa e vice-presidente da Fifa), sem a presença do arrependimento e o impacto que isso poderia ter em sua reputação na Fifa". (ANSA)
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