Itália prende estrangeiros suspeitos de terrorismo

BARI, 10 MAI (ANSA) - Uma ação da polícia de Bari, com auxílio da Direção Distrital Antimáfia (DDA), emitiu cinco pedidos de prisão contra um grupo de afegãos que morava na região e planejava uma série de atentados terroristas tanto na Itália como na Inglaterra.   

Nesta terça-feira (10), dois homens foram presos e um ainda está sendo procurado em território italiano - outros dois teriam fugido para o Afeganistão.   

Segundo o documento emitido pelos promotores do DDA, as ordens de prisão por terrorismo internacional foram emitidas contra os afegãos Qari Khesta Mir Ahmadzai, 30 anos, Surgul Ahmadzai, 28, Hakim Nasiri, 23, sendo que todos moram no Centro de Acolhimento para Solicitantes de Asilo. Já o afegão Gulistan Ahmadzai, 29, e o paquistanês Zulfiqar Amjad, também residentes em Bari, são acusados de favorecimento à imigração clandestina e de terem criado uma rede internacional para lucrar com a crise imigratória na Europa.   

Os homens que já estão detidos são Nasiri e Gulistan. Todos os cinco acusados tinham status de proteção humanitária legalizada e chegaram ao país desde 2011.   

No decreto que ordenou a prisão dos membros da célula, há a informação de que os indivíduos são "altamente perigosos" e com "uma predisposição inquietante para cometer crimes". Ainda de acordo com a acusação, eles faziam parte de uma "célula inicial" ligada ao Estado Islâmico (EI, ex-Isis) e ao Al-Qaeda.   

O grupo começou a ser investigado em dezembro do ano passado, quando os policiais foram chamados por um supermercado de Bari que denunciou a "atividade suspeita" de quatro pessoas. Elas estavam filmando o interior do estabelecimento, com imagens "sem nenhum valor turístico".   

Durante a ação de hoje, os policiais vasculharam os pertences dos acusados e encontraram, entre outras coisas, as imagens da denúncia inicial do supermercado, além de cenas detalhadas do porto e do aeroporto da cidade italiana e do Coliseu e Circo Máximo de Roma.   

"A organização tinha, mediante a prévia inspeção do estado dos locais (também com documentação fotográfica e vídeos), cenas de atentados terroristas em aeroportos, portos, pontos de forças de segurança, centros comerciais, hotéis, além de dados imprecisos sobre atentados terroristas na Itália e na Inglaterra", informaram as autoridades.   

Sobre os pontos turísticos ingleses, os investigadores informaram que a maior quantidade de informações era de hotéis de luxo e de cinemas londrinos.   

Além dos pontos para possíveis ataques, foram encontradas imagens de armas, de militantes talibãs, arquivos de áudios baixados da internet com orações e doutrinas de matriz radical islâmica, vídeos com imagens de parentes e amigos prestando homenagens aos presos da ilha de Guantánamo e até mesmo uma caricatura do presidente norte-americano, Barack Obama, segurando uma bandeira do EI.   

"A célula terrorista difundia a ideologia violenta da guerra santa e as técnicas de combate (manuais de operações e manuais de fabricação de explosivos) mediante canais na internet. O material para web estava pronto para ser usado pelos investigados", disseram as autoridades. (ANSA)
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