Quênia fechará maior campo de refugiados do mundo

NAIRÓBI, 12 MAI (ANSA) - O governo do Quênia anunciou que pretende fechar o complexo de campos de refugiados de Dadaab, considerado o maior do mundo e que abriga centenas de milhares de fugitivos somalis.   

O local é tido pelas forças de segurança como uma "ameaça" ao país, que teme a infiltração de extremistas do grupo jihadista Al Shabab, originário da vizinha Somália. Além disso, o governo alega que os campos servem como base para o contrabando de armas.   

No primeiro semestre do ano passado, o Exército queniano já havia pedido o fechamento de Dadaab após o ataque que matou 148 pessoas na Universidade de Garissa. A ação foi realizada justamente pelo Al Shabab.   

Atualmente, cerca de 330 mil indivíduos vivem no complexo, o que fez com que a Organização das Nações Unidas (ONU) solicitasse a Nairóbi que voltasse atrás em sua decisão, que violaria obrigações internacionais assumidas pelo país.   

O Quênia é uma das nações que mais abrigam refugiados no mundo, já que faz fronteira com Estados que convivem com conflitos internos, como a própria Somália e o Sudão do Sul. O campo de Kakuma, por exemplo, tem 190 mil pessoas, a maior parte delas sul-sudanesas, e também vive sob a ameaça de fechamento.   

O governo queniano até já dissolveu seu departamento encarregado de registrar e ajudar imigrantes que fogem de perseguições em seus países de origem. Ainda é incerto o que acontecerá com as pessoas que moram em Dadaab. (ANSA)
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