Temer assumirá Brasil com economista devastada

SÃO PAULO, 12 MAI (ANSA) ? Com promessas de fazer reformas econômicas e de impulsionar o crescimento, o peemedebista Michel Temer deve assumir nesta quinta-feira (12) a Presidência do Brasil, após o afastamento de até 180 dias de Dilma Rousseff, determinado pelo Senado em seu processo de impeachment. Apesar da promessa, o vice de Dilma pegará as rédeas do governo em um momento em que a economia brasileira acumula quatro trimestres consecutivos de contração. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil está ?mergulhado em uma recessão profunda?, associada à crescente taxa de desemprego, ao aumento da dívida pública e à instabilidade política. Toda essa conjuntura dificulta a adoção de medidas que poderiam restabelecer a confiança e o crescimento. Há 10 dias, a agência de classificação de riscos Fitch rebaixou a nota do Brasil e retirou o grau de investimento pela segunda vez em dois meses. A nota da dívida de longo prazo em moeda estrangeira foi reduzida de BB- para BB+.   


Desde fevereiro, o Brasil perdeu o grau de investimento nas três principais agências: Fitch, Moodyïs e Standard & Poorïs. As projeções são de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cairá 3,8% neste ano (em 2015, a queda também foi de 3,8%) e ficará estagnado em 2017. Caso o cálculo se confirme, será a maior contração do PIB nacional desde 1990, quando o índice ficou a -4,35%. Já a inflação deve estourar mais uma vez o teto de 6,5% da meta, que era de 4,5%. No acumulado dos últimos 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 9,28%.   


Além da inflação, a população brasileira sente o peso do desemprego, que ficou em 10,9% no primeiro trimestre de 2016. No mês de março, o Brasil completou 12 meses seguidos fechando vagas com carteira assinada. Para piorar a situação, no ano passado, as contas públicas tiveram um rombo recorde de R$ 144 bilhões, equivalente a 1,94% do PIB. Até março, o déficit nas contas do governo já eram de R$ 18,2 bilhões. Para mudar o cenário, de acordo com especulações, Temer apostará no ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para assumir a Fazenda. Temer e Meirelles já se reuniram mais de três vezes nos últimos 10 dias. Aliados admitem que Meirelles terá autonomia também indicar um novo presidente do BB. Além disso, o economista colocará como prioridade de sua gestão a reforma da previdência.   


(ANSA)
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