Nessa sexta-feira 13, confira 5 lendas macabras de Roma

ROMA, 13 MAI (ANSA) - A data sexta-feira 13 é sempre cercada por mitos, lendas, crenças e histórias assombradas e de terror que mudam de região para região, mas que existem no mundo inteiro. E Roma, a amada capital italiana, não podia ficar de fora disso. Além das suas atrações turísticas e culturais e da sua enogastronomia, a cidade também conta com destinos que podem assustar os mais incrédulos. Por isso, confira cinco das principais lendas de horror do município italiano: O fantasma de Beatrice Cenci - A história de Beatrice Cenci é uma das mais famosas de Roma. Desde pequena a menina, membro de uma família nobre, sofria com a violência e com os abusos de seu pai, um homem cruel e problemático. Após anos de maus tratos, a garota organizou um plano com sua madrasta, seus irmãos e seu amante de matar o seu pai, o que realmente aconteceu no dia 9 de setembro de 1589.   


A ideia era que a morte parecesse um acidente, no entanto, ninguém acreditou nisso e a família de Beatrice foi culpada pelo crime. Assim, a menina, com 22 anos, e todos os outros suspeitos, foram guilhotinados.   


De acordo com a lenda, o fantasma decapitado da jovem aparece todos os anos no dia 11 de setembro, quando foi morta, na Ponte San'Angelo. Com um andar melancólico, um vestido azul turquesa, uma manta prata nas costas e sua cabeça nas mãos, a jovem caminha sem rumo pela noite.   


O fantasma de Giovanni Battista Bugatti, o Maestro Titta - Conhecido como Maestro Titta, o italiano era famoso pela sua eficiência no seu trabalho de executor do Estado Pontifício.   


Foram mais de 514 sentenças realizadas por ele no total.   


O homem foi muito comentado na época e acabou entrando até para a literatura e para o cinema nas obras de George Gordon Byron e Charles Dickens. Segundo a lenda, ainda é possível ver o Maestro Titta andando a esmo perto do Castel Sant'Angelo, onde ele cortava a cabeça das pessoas com uma longa e afiada espada nas execuções.   


O fantasma de Costanza de Cupis - Costanza de Cupis era uma mulher nobre do século 17 que era conhecida pela beleza das suas mãos. Delicadas, frágeis e pequenas, as mãos da senhora até viraram molde para reproduções feitas em gesso pelo artista romano Bastiano.   


Quando prontas, as esculturas chamaram a atenção de várias pessoas, que faziam processões até o ateliê do artista para tocá-las ou só admirá-las.   


Um dia, um padre teria advertido Costanza que alguém ainda iria tentar roubar suas mãos, cortando-as. Com medo de que isso acontecesse, a mulher se trancou na sua casa, o Palazzo Tuccimei, na via Santa Maria dell'Anima. Porém, após anos de reclusão, a senhora acidentalmente fez um corte nas mãos enquanto cozinhava e procurou um médico, que disse que a única solução era amputá-las, o que fez.   


Em pouco tempo, a má-cicatrização gerou uma grande infecção que acabou matando Costanza. Segundo a lenda, quando a luz da lua bate nas janelas do edifício é possível ver as pálidas mãos da mulher contra o vidro.   


O fantasma de Donna Olimpia - A Donna Olimpia Maidalchini era conhecida como a mulher mais poderosa e temida de Roma.   


Autoritária, déspota e oportunista, Donna Olimpia tinha um sede de poder e de vingança, que soube muito bem como usar durante sua vida. No começo da sua juventude, seu pai a obrigou a viver sua vida em um monastério, coisa que não aconteceu, no entanto, por que a jovem acusou o líder espiritual do local de tê-la seduzido.   


Voltando para Roma, Olimpia se casou com um rico barão que a deixou viúva cedo.   


Seu segundo casamento foi com um outro rico nobre 27 anos mais velho que ela, parente de Giovanni Battista, o futuro papa Innocenzo X, cuja carreira foi alavancada pela senhora. Tanto o sucesso do Pontífice quanto o da mulher estavam ligados entre si. Por isso, quando o religioso morreu, Donna Olimpia, com medo do sucessor lhe tirar suas riquezas, fugiu com elas em uma carruagem.   


De acordo com a lenda, para ver seu fantasma é preciso esperar até uma noite feia e chuvosa de outono ou inverno, quando a mulher aparece na mesma carruagem com todas as suas posses pegando fogo. O veículo parte da Piazza Navona e vai até a Ponte Sisto, onde é jogado nas águas do Rio Tibre.   


O fantasma de Luca de Marchettis - Luca de Marchettis era um rapaz nobre de grande beleza e muito extrovertido que, com vestes de um homem mais pobre, gostava de andar pelas ruas de Roma sem ser reconhecido.   


Durante seus passeios, o marquês atraia jovens e realizava perigosos jogos eróticos com elas. Com medo que descobrissem seu lado impuro, Luca começou a matar as mulheres com as quais tinha dormido. Os brutais assassinados só pararam quando o nobre passou a acreditar que estava sendo possuído por um demônio.   


Por isso, o rapaz foi pedir ajuda a um padre. No entanto, no meio de uma suposta tentativa de exorcismo, Luca acabou se suicidando pulando da da janela do seu quarto.   


Diz a lenda que o marquês volta todos os anos, vestido de maneira impecável, caminha pelos becos da vila Colle Oppio para depois ir à sua casa e se jogar mais uma vez pela mesma janela.   


(ANSA)
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