Arrancada da Juventus e despedidas marcam Camp. Italiano

Por Tatiana Girardi ROMA, 16 MAI (ANSA) - O Campeonato Italiano chegou ao fim neste domingo (15) após as 38 rodadas que viram uma incrível recuperação da pentacampeã italiana Juventus e as despedidas de alguns dos maiores jogadores da história do futebol italiano e também mundial.   


A Juventus teve um início difícil após alguns de seus principais jogadores, como Pirlo e Tevez, terem dado adeus à equipe. Nas primeiras 10 rodadas, foram apenas duas vitórias da Velha Senhora, o que deixou o clube nas últimas colocações da tabela. Porém, entre a 11ª e a 36ª rodada, a equipe fez uma série incrível de 26 jogos sem derrota - com apenas um empate - que garantiu o título do ano, com 91 pontos. Coube ao já rebaixado Verona, no penúltimo confronto, tirar a invencibilidade do time de Turim.   


Falando em Verona, a equipe foi a pior do torneio, com apenas 28 pontos, e caiu para a segunda divisão ao lado dos recém-promovidos Frosinone e Carpi. A equipe do norte do país ficou com 38 pontos - apenas um a menos do que Udinese e Palermo e não conseguiu se salvar. Para a próxima temporada, sobem Cagliari e Crotone - já classificados - e há ainda uma vaga que será definida na última rodada entre Pescara (71 pontos) e Trapani (70). Já Napoli e Roma travaram uma disputa no fim da Série A pela vaga direta para a Liga dos Campeões. Depois de uma boa série de resultados nas últimas rodadas, a equipe da capital italiana começou a fazer "sombra" para os napolitanos - que haviam sido os campeões do "torneio de inverno". Contudo, a estrela de Gonzalo Higuaín brilhou e ele garantiu os gols necessários para manter o time à frente. Na última partida do torneio, inclusive, os três gols marcados por ele fizeram história: o argentino derrubou um recorde que durava 66 anos e tornou-se o maior artilheiro da história do campeonato com 36 gols.   


As equipes da Internazionale e da Fiorentina tiveram um torneio de altos e baixos mas, ao menos, conseguiram garantir as vagas para a Liga Europa da próxima temporada. - Despedidas: O Campeonato Italiano registrou neste ano algumas despedidas de jogadores icônicos do futebol mundial. O maior artilheiro da história das Copas do Mundo, o alemão Miroslav Klose, 37 anos, fez seu último jogo pela Lazio neste domingo (15). A camisa da equipe, que perdeu por 4 a 1 da Fiorentina, estava com os dizeres "Danke Miro" ("Obrigado Miro"). Apesar da derrota, Klose marcou seu último dos 63 gols feitos pela equipe italiana. O também goleador Luca Toni, 38 anos, do Verona, amargou sua "pior temporada" pelo clube italiano, mas se despediu da equipe após três anos. Com 323 gols na carreira, Toni é considerado o último dos "centroavantes" italianos da história.   


Após ter anunciado que se aposentaria por duas vezes, o atacante Antonio di Natale, 38 anos, confirmou que fez sua última partida pela Udinese neste domingo. Ídolo de Údine, Di Natale fez 444 jogos pelo time desde 2004 e marcou 227 gols.   


- Destaques e decepções: O Campeonato Italiano desta temporada foi marcado por grandes desilusões de promessas que haviam brilhado no ano anterior, mas também a confirmação de três grandes veteranos do calcio.   


Na primeira categoria, entre os maiores desapontamentos, estão os brasileiros Felipe Anderson, da Lazio, que havia feito uma temporada anterior incrível pela equipe - e que despertou propostas milionárias de clubes de outros países -, e Hernanes - que teve pouco espaço na Juventus.   


A maior decepção, segundo dos jornais italianos, é o atacante Dzeko, da Roma. Recebido por milhares de tiffosi quando foi contratado, nunca foi constante pela equipe. Além disso, a volta de Balotelli ao Milan também decepcionou e ele ficou amargando o banco de reservas na maior parte da temporada.   


Entre os destaques, estão os veteranos Higuaín (Napoli), Buffon (Juventus) e Totti (Roma). Enquanto o atacante do Napoli tornou-se o maior goleador da história com 36 gols, o goleiro da Velha Senhora foi decisivo e fundamental na série invicta da Juventus. Ele bateu o recorde maior tempo sem tomar um gol na história do Campeonato Italiano: ficou 973 minutos sem ser vazado.   


Já o atacante da Roma se envolveu em polêmicas com o técnico Luciano Spalletti, brigou, se acalmou e fez o que sabe de melhor: marcou gols decisivos nos últimos minutos em várias partidas. Apesar de amargar a reserva na maior parte do tempo, "Il Capitano" não perdeu o apoio da torcida nos embates com o técnico e, provavelmente, conseguiu estender seu contrato por mais uma temporada.   


- Público: Através do jornal "Corriere dello Sport", o Observatório do Futebol na Itália divulgou os dados do público nos estádios nas 38 rodadas do Campeonato Italiano: foram 22.078 torcedores por partida em média. Os números, apesar de terem registrado uma alta de 0,1% na comparação com 2014/2015, refletem a segunda pior média de espectadores dos últimos cinco anos: queda de -6% em relação à 2013/2014, de -10,4% em 2012/13 e de -4,9% em 2011/2012. Entre os destaques, estão as médias de público da Inter (45.538 pessoas), da Juventus (38.628), do Napoli (37.777), do Milan (37.655) e da Roma (35.182). Já os menores públicos ficaram com o Torino (19.392) e a Lazio (20.465). (ANSA)
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