China ignora 50 anos da Revolução Cultural de Mao Tsé-tung

PEQUIM, 16 MAI (ANSA) - No ano em que se celebra o cinquentenário da Revolução Cultural Proletária na China, a imprensa e as autoridades locais ignoraram o aniversário da "circular de 16 de maio de 1966", que deu início à campanha de "limpeza" do Partido Comunista e de todos os elementos "burgueses infiltrados no governo e na sociedade".   

A revolta foi desencadeada por Mao Tsé-tung, que já liderava o país desde 1949 e estava insatisfeito com os rumos que sua nação estava tomando. Afastado das decisões internas da China por adversários, Mao começou um movimento contra os dirigentes e a burocracia do Partido Comunista para recuperar o poder.   

Para isso, mobilizou milhões de jovens, que criaram as Guardas Vermelhas. As milícias promoveram perseguições ferozes aos rivais de Mao, incluindo Xi Zhongxun, pai do atual presidente da China, Xi Jinping. As agitações duraram uma década e levaram à morte de milhares de supostos traidores.   

O objetivo declarado da Revolução Cultural era acabar com privilégios e reforçar o igualitarismo na sociedade chinesa, mas até hoje é um tema incômodo para o Partido Comunista. Com o desenrolar da revolta, muitas Guardas Vermelhas começaram a lutar entre si, com cada uma alegando ser a verdadeira portadora da "pureza" dos ensinos de Mao, o que acabou instalando um clima generalizado de medo.   

Esse período sangrento só acabou em 1976, com a morte do líder, mas deixou marcas indeléveis no país. (ANSA)
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