Bispos voltam a atacar Itália por união civil gay

CIDADE DO VATICANO, 17 MAI (ANSA) - Os bispos italianos fizeram nesta terça-feira (17) mais uma crítica à recém-aprovada lei de união civil no país e à prática de "barriga de aluguel", aprofundando o embate com o governo do primeiro-ministro Matteo Renzi. Durante a 69ª assembleia da Conferência Episcopal Italiana (CEI), o presidente da entidade, cardeal Angelo Bagnasco, disse que a prática de "barrigas de aluguel" "explora o corpo das mulheres e se aproveita da pobreza" de quem se oferece para gerar um feto em troca de dinheiro. Pela primeira vez desde que o projeto de lei foi aprovado pela Câmara dos Deputados, na semana passada, Bagnasco também criticou a união civil na Itália, argumentando que o novo status é equiparado, sim, "ao matrimônio e à família".   

"O povo quer ver o Parlamento trabalhando em distrações de energia e de tempo, analisando os problemas verdadeiros do país e da população. Por isso, não dá para entender como uma vasta ênfase de energia tenha sido desprendida por causas que não são tão urgentes e fazem parte de esquemas ideológicos". A lei de união civil na Itália foi aprovada por 369 votos a favor e 193 contrários, no último dia 11, sob voto de confiança (o que obrigaria o governo de Renzi a renunciar caso o texto não passasse pela Câmara).   

Até então, a Itália era o único país da União Europeia a não ter ainda uma legislação sobre casamentos gays - o que provocou reações da Corte de Estrasburgo. (ANSA)
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