Itália revisa alta do PIB e recebe aval da UE para manobra

ROMA, 17 MAI (ANSA) - O Produto Interno Bruto (PIB) da Itália crescerá 1,1% em 2016, de acordo com previsões divulgadas nesta terça-feira (17) pelo Instituto de Estatísticas do país (Istat).   

O organismo acredita que a demanda interna fará a economia italiana aquecer a 1,3%, mas que as conjunturas externas afetarão a situação, com uma contribuição negativa de mais de 0,1%.   

O Istat também disse que as estimativas preliminares de crescimento de 0,3% do PIB no primeiro trimestre do ano, com intensidade moderada, comprovam a fase expansiva da economia italiana, iniciada em 2015. Os fatores principais para o bom resultado econômico estão relativamente ligados à redução do preço da energia e dos juros, além do melhoramento nos índices de confiança e da queda da taxa de desemprego. Isso fez a sociedade italiana passar a consumir mais nos últimos meses, sem medo de novas crises financeiras.   

Em seu relatório de previsões, o Istat, porém, afirmou que, apesar da alta, a economia da Itália precisa reforçar suas exportações para garantir um crescimento contínuo e não depender apenas do consumo interno.   

Os dados foram divulgados no mesmo dia em que o governo italiano esperava uma resposta da Comissão Europeia sobre métodos de flexibidade nas contas e no orçamento. O organismo concedeu à Itália uma manobra de 0,85% do PIB em 2016, o que dá ao governo mais de 14 bilhões de euros de verba, além do arrecadado com medidas de austeridade. Chamado de "flexibilidade" pelo governo do premier Matteo Renzi, a manobra prevê que a Comissão Europeia devolva parte do pagamento fiscal aos países que implementaram reformas estruturais que alavancaram economias em recessão, que foi o caso da Itália. Apesar da concessão, a Comissão Europeia pediu que a Itália se esforce para cumprir os tetos de déficit público e endividamento em 2017 e 2018.   

"O ministro [da Economia] Pier Carlo Padoan fez um trabalho extraordinário, com o qual pudermos ter a flexibilidade reconhecia", comemorou Renzi. (ANSA)
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