Em 8 meses, redistribuição de refugiados na UE não deslancha

BRUXELAS, 18 MAI (ANSA) - Aprovada apesar da dura oposição de países do leste, a política de realocação de solicitantes de refúgio na União Europeia caminha a passos lentos. Dos 160 mil imigrantes que devem ser redistribuídos entre os Estados-membros do bloco até setembro de 2017, apenas 1,5 mil foram recolocados desde o fim do ano passado.   

Além disso, o plano previa a realocação de 20 mil pessoas até maio de 2016, mas menos de 10% da meta foi cumprida até aqui. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (18) pela Comissão Europeia, o poder Executivo da EU. "É preciso fazer mais, e mais rapidamente. Devemos reagir à urgente situação humanitária na Grécia e impedir qualquer piora da situação na Itália", disse o comissário europeu para Migração, Dimitris Avramopoulos.   

Até o momento, Áustria, Hungria e Eslováquia não oferecerem nenhum posto para acolher solicitantes de refúgio, enquanto Alemanha e Polônia não respeitaram a obrigação de indicar, a cada três meses, o número de pessoas que podem ser recebidas em seu território.   

De qualquer maneira, a maioria dos países do bloco não demonstra empenho suficiente para implantar o plano. Croácia, República Tcheca, Alemanha, Holanda, Polônia e Espanha, por exemplo, disponibilizaram menos de 5% das vagas combinadas. Outras nações que se recusam a aceitar imigrantes realocados são Bulgária e Estônia.   

A política de redistribuição foi aprovada em setembro do ano passado e tem como objetivo dividir por toda a UE o "peso" do primeiro acolhimento a solicitantes de refúgio, hoje concentrado em Grécia e Itália, países que estão na linha de frente da crise migratória por estarem perto, respectivamente, da Turquia e da África.   

No entanto, o plano enfrentou - e enfrenta - forte oposição do grupo Viségrad, formado por Hungria, República Tcheca, Eslováquia e Polônia, que rejeitam praticar iniciativas de solidariedade a quem foge de perseguições em suas nações de origem. (ANSA)
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