Estado de saúde de líder radical italiano se agrava

ROMA, 18 MAI (ANSA) - É grave o estado de saúde do líder radical italiano Marco Pannella, que tem 86 anos de idade e há tempos luta contra tumores nos pulmões e no fígado.   

Nos últimos dias, suas funções vitais pioraram bastante, fazendo com que os médicos o transferissem nesta quarta-feira (18) de sua casa para um hospital em Roma. Segundo um breve comunicado da "Radio Radicale", Pannella está agora em um "ambiente adequado às suas atuais condições".   

Desde março circulam rumores sobre um possível agravamento do estado de saúde do autodenominado "radical", que são reforçados pela escassez de informações oficiais. A clínica onde ele foi internado não autoriza visitas, e os celulares das pessoas mais próximas estão desligados. Sinais de que o momento é particularmente delicado.   

Em 2016, personalidades e políticos da Itália têm se revezado em demonstrações de solidariedade a Pannella, que se tornou uma das mais respeitadas figuras públicas do país. Ele recebeu telefonemas do presidente da República, Sergio Mattarella, e dos chefes da Câmara dos Deputados, Laura Boldrini, e do Senado, Pietro Grasso.   

O próprio papa Francisco, no aniversário de 86 anos do radical, celebrado em 2 de fevereiro, mandou um exemplar do seu livro "Deus é misericórdia". Além disso, líderes de vários partidos enviaram mensagens ao protagonista de tantas e tantas batalhas políticas. Nas redes sociais, usuários escreveram recados desejando força e lembrando que ele "sabe como lutar".   

Pannella é um dos fundadores do Partido Radical (hoje Radicais Italianos), legenda que esteve na linha de frente das batalhas pelos direitos civis na nação da bota. Nos anos 1970, contribuiu decisivamente para a legalização do voto para os jovens de 18 anos, do aborto e do divórcio, para a descriminalização do uso de drogas leves e para o fechamento dos manicômios.   

Hoje o partido tem participação apenas marginal na política italiana e defende o Estado laico, a liberdade religiosa, a eutanásia, o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas e a legalização das drogas e da prostituição. Além disso, é europeísta e ambientalista.   

No entanto, seus dois maiores expoentes enfrentam graves doenças: além de Pannella, a ex-ministra das Relações Exteriores Emma Bonino, de 68 anos, luta contra um câncer de pulmão. (ANSA)
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