No Parlamento,rainha Elizabeth II apresenta plano de governo

LONDRES, 18 MAI (ANSA) ? Em uma tradição de séculos, a rainha Elizabeth II fez um discurso para a abertura dos trabalhos parlamentares na Grã-Bretanha nesta quarta-feira (18). Entre os 20 pontos abordados, a soberana falou sobre terrorismo, mudanças econômicas, reforma prisional e tecnologia. "A Grã-Bretanha precisa manter seu papel de liderança", disse Elizabeth ao citar as questões mais complicadas das relações internacionais, como a luta contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) e a crise ente Ucrânia e Rússia, que se arrasta há mais de dois anos.   

Um dos assuntos mais aguardados do discurso, o referendo que definirá a saída ou não do Reino Unido da União Europeia (Brexit), não foi muito comentado pela rainha. Ela apenas fez apenas uma menção ao fato ao lembrar que ele foi marcado para o dia 23 de junho.   

A soberana renovou a intenção de criar uma "British Bill of Rights", uma nova Carta de Direitos com maior poder para os tribunais do Reino em relação ao atual Ato dos Direitos Humanos, que está sob leis europeias no tema. Um dos pontos mais reforçados por Elizabeth, e de um modo até surpreendente, foi um pedido para que os parlamentares aprovem uma reforma do sistema prisional britânico para "dar uma segunda chance" àqueles que cometem algum crime. A proposta é dar aos governos locais poderes para escolher como aplicar o fundo recebido para o setor, além de dar mais transparência aos dados prisionais de cada localidade. As autoridades seriam obrigadas a publicar taxas de crimes e de reincidências ao público.   

"Os responsáveis pelos presídios terão uma liberdade sem precedentes e eles serão capazes de garantir que os prisioneiros recebam uma educação melhor. Prisões velhas e ineficientes serão fechadas e novas instituições serão construídas para que os detidos possam trabalhar de maneira eficiente", disse a rainha.   

Em 20 novas leis, que serão analisadas pelos parlamentares, há ainda menções a mudanças em setores econômicos, como uma maior autonomia para as regiões definirem prioridades na questão de geração de emprego e renda, oferecendo vagas específicas para determinadas obras de infraestrutura e reduzindo a burocracia. Além disso, em um ponto que mistura economia e tecnologia, a rainha mencionou um impulso à economia digital.   

Elizabeth II ainda pediu investimentos em novas tecnologias como "carros autônomos", afirmando que os britânicos sempre estiveram "à frente da tecnologia aplicada em novas formas de transporte, incluindo veículos autônomos e elétricos".   

Como tradição, o discurso da rainha no Parlamento tem uma "garantia" dos tempos medievais. Um deputado é feito "refém" no Palácio de Buckingham enquanto a soberana fala e só é "libertado" após a monarca voltar à residência. Além disso, Elizabeth II aparece com seu traje mais suntuoso e com a famosa coroa com mais de três mil diamantes. (ANSA)
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