Entrada de imigrantes na Itália cai 20% em 2016

ROMA E BRUXELAS, 19 MAI (ANSA) - O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, afirmou nesta quinta-feira (19) que a Itália está registrando uma queda no número de imigrantes que chegam ao país através do Mar Mediterrâneo e que a situação, no momento, não pede por novas medidas.   

"Sobre os números, é prematura uma discussão sobre novas intervenções. A verdade é que, neste momento, o número de imigrantes finalmente começou a reduzir. [Até] ontem, eram 32 mil imigrantes que chegaram à Itália, sobretudo pelo mar, cerca de 20% menos do que o mesmo dia no ano passado. Se, como esperamos, a queda continuar, não há necessidade de abrir novos centros", disse Renzi durante coletiva de imprensa com seu homólogo holandês, Mark Rutte.   

A afirmação do premier veio após um jornalista questioná-lo sobre uma declaração da União Europeia, que pedia para que a Itália abrisse mais dos chamados "hotspots" na região da Sicília. Em nota, a entidaade afirmou que "é fundamental que a Itália intensifique os esforços para fornecer condições de acolhimento necessário e prevenir fugas". Segundo a UE, muitos daqueles que desembarcam em portos italianos não estão chegando em cidades com os centros de acolhimento enquanto "outros grupos móveis ainda estão fora de operação". "É importante ter hotspots suplementares na Sicília individualizados na tabela italiana', disse ainda a União Europeia.   

Para Renzi, o alerta do bloco europeu "parte do pressuposto de um aumento dos imigrantes, ao invés disso, há uma redução ainda pequenas que poderá crescer se o 'Migration Compact' [plano apresentado pela Itália sobre a imigração na UE] for aprovado". Porém, o premier destacou que seu governo estará pronto para ampliar a ajuda caso seja necessário.   

Pouco depois da coletiva do líder do governo italiano, fontes executivas da Comissão Europeia informaram que a proposta apresentada por Renzi está sendo "trabalhada" pelos membros do grupo. O documento, que será divulgado ainda em um comunicado, será apresentado de maneira oficial em junho, antes da reunião dos 28 Estados-membros sobre o tema.   

Entre os principais pontos do projeto italiano, está uma maior atuação europeia nos países de origem dos imigrantes, doação de dinheiro para essas nações, criação de um Fundo Europeu para a construção de obras "socialmente úteis" nos países de origem e, a mais polêmica de todas, a criação de papéis em Bolsas de Valores para ajuda internacional. (ANSA)
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