Egito confirma ter achado peças do avião da Egyptair

CAIRO, 20 MAI (ANSA) - Em meio a uma série de contradições e incertezas sobre o acidente com o avião da Egyptair, que desapareceu dos radares na manhã de ontem (19), o Egito voltou a afirmar que foram encontrados no mar destroços que podem pertencer à aeronave.   

"Pedaços do avião e objetos de passageiros foram localizados a 290 quilômetros ao norte de Alexandria", informou a emissora estatal egípcia. Em sua página oficial no Facebook, o Exército egípcio também confirmou a descoberta. "Os aviões militares e veículos da Marina do Egito conseguiram encontrar nesta sexta-feira destroços do avião e bens pessoais dos passageiros, a uma distância de 290 quilômetros da costa", escreveu o porta-voz Mohamed Samir. Equipes de investigadores estão conduzindo ainda outras buscas próximo ao local onde o voo MS804 perdeu contato com os radares.   

"As operações prosseguem até recuperarmos tudo que será encontrado", garantiu o oficial. "Três agentes do Serviço de Investigação e Análise da Aviação Civil da França e um especialista técnico da Airbus chegaram ao Cairo para participar das operações no Mar Mediterrâneo e no Mar Egeu", acrescentou, por sua vez, a emissora estatal. O avião da Egyptair decolou de Paris, na França, com destino ao Cairo e interrompeu sua comunicação com os radares logo que se aproximou do espaço aéreo egípcio. O ministro da Defesa da Grécia, Panos Kammenos, disse que o avião fez manobras bruscas minutos antes de sumir dos radares. Ontem, a imprensa da ilha dizia que um pesqueiro tinha avistado uma explosão no céu e que objetos laranjas haviam sido encontrados na costa grega, podendo pertencer ao A320 da Egyptair. A informação chegou a ser confirmada pelo vice-presidente da companhia aérea, Ahmed Adel, mas negada em seguida por Atenas. De acordo com o governo, as peças achadas não eram de um avião. Por sua vez, o ministro da Aviação do Egito, Sherif Fathi, admitiu que a probabilidade de que a aeronave tenha sido derrubada em um atentado terrorista é "maior" do que a de que tenha sofrido problemas técnicos.   

Os familiares dos 56 passageiros e 10 tripulantes que estavam a bordo do voo passaram a noite em um hotel no Cairo esperando notícias. A maioria dos 66 viajantes tinha nacionadade egípcia ou francesa. As Promotorias de Paris e do Cairo já abriram uma investigação sobre o desastre. (ANSA)
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