Após ver Papa, íder sunita pede luta contra extremismo

PARIS E CIDADE DO VATICANO, 24 MAI (ANSA) - Após a histórica reunião com o papa Francisco nesta segunda-feira (24), o imã Ahmed al-Tayeb, da mesquita al-Azhar, pediu o fim do "banho de sangue" provocado por grupos de extremistas e cobrou que a comunidade internacional "assuma as próprias responsabilidades" sobre o problema.   

Pedindo a união dos líderes políticos mundiais e também das mais variadas religiões, o líder sunita fez um apelo para que todos "se empenhem em opor-se ao terrorismo" sobretudo nos enfrentamentos "contra os mais fracos, contra as mulheres e as crianças".   

"Quero expressar mais uma vez os meus agradecimentos, de apreço e de esperança que levarei comigo ao trabalhar juntos, muçulmanos e cristãos, al-Azhar e Vaticano, para elevar o ser humano onde quer que esteja, antes de sua religião e de seu credo, e salvá-lo das guerras destrutivas, da pobreza, da ignorância e das doenças", disse al-Tayeb sobre o encontro com o líder católico.   

Ao falar sobre o rompimento das relações com o Vaticano, ocorrida em 2006 após um discurso de Bento XVI afirmar que a violência era ligada ao Islã, o líder sunita comentou sobre a retomada das conversas entre as duas das maiores religiões do mundo.   

"Al-Azhar tinha um diálogo, ou melhor, uma comissão de diálogo inter-religioso que havia sido suspensa após circunstâncias momentâneas. Mas, agora, essas circunstâncias não existem mais.   

Nós retomamos o caminho do diálogo e desejamos que seja melhor do que antes", ressaltou o religioso. (ANSA)
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