Concorrente do GPS, Europa lança mais 2 satélites do Galileo

ROMA, 24 MAI (ANSA) - A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) lançou nesta terça-feira (24) mais dois satélites que fazem parte do sistema Galileo, um projeto concorrente ao Sistema de Posicionamento Global, mais conhecido como GPS, desenvolvido pelos Estados Unidos.   

Os satélites, lançados da base de Kourou, na Guiana Francesa, são os números 13 e 14 e devem entrar na fase de testes no fim deste ano. Até 2020, serão lançados, gradualmente, novos equipamentos até atingir a cota de 24 satélites em operação no espaço e outros seis que ficarão como reservas.   

Os dois novos dispositivos foram lançados em direções opostas assim que atingiram os 22.522 quilômetros de altura. Após a separação, os painéis entrarão em operação automática e se espera que os primeiros sinais sejam enviados para estações de monitoramento em Dongara, na Austrália, e nas ilhas Kerguelen, no Oceano Índico, dentro de algumas horas.   

Uma vez que os contatos forem estabelecidos, começarão os controles sobre o estado dos dois aparatos, desde o sistema de comunicação até os de energia. Os próximos nove dias serão de trabalho intenso para os técnicos e pesquisadores que se alternarão 24 horas por dia nos centros de controle do ESA na Alemanha, em Darmstadt, e da Agência Espacial Francesa (CNES), em Tolouse.   

Além do "check-up" geral, serão realizadas três manobras para levar os satélites nas órbitas corretas e todas essas operações servirão para passar a operação do sistema para o Centro de Controle do Galileo em Munique, na Alemanha, e ao centro do ESA em Redu, na Bélgica. Após essa "passagem", os cientistas se prepararão para o próximo lançamento de quatro equipamentos, que deve ocorrer ao fim deste ano.   

"O lançamento quádruplo será uma mudança importante para a equipe de controle da missão, onde deveremos gerir a crítica colocação em órbita de quatro satélites em paralelo. Será um desafio significativo", explicou o diretor de voo do ESA, Liviu Stefanov.   

O projeto Galileo, com cunho estritamente civil, é realizado em parceria da ESA com a Comissão Europeia e conta com a participação de empresas de vários países do bloco econômico. A Itália, por exemplo, participa através do grupo Finmeccanica, com as empresas Telespazio e Thales Alenia Space.   

A ideia é que o sistema esteja funcionando, sob a tutela da Agência Europeia do Sistema de Navegação Global por Satélite (GSA, na sigla em inglês), a partir de 2017. (ANSA)
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