Corte confirma pena de comandante do Costa Concordia

FLORENÇA, 31 MAI (ANSA) - A Corte de Apelo de Florença confirmou nesta terça-feira (31) a pena de 16 anos e um mês de prisão ao ex-comandante italiano Francesco Schettino pelo naufrágio do navio de cruzeiros Costa Concordia, em mais um capítulo da história de um dos maiores desastres marítimos das últimas décadas. Schettino já tinha sido condenado em primeira instância, em 11 de fevereiro de 2015, pelo Tribunal de Grossetto, mas apelou da decisão. A confirmação da sentença foi anunciada hoje pelos juízes da Primeira Seção Penal da Corte de Florença, presididos pela magistrada Grazia D'Onofrio. O processo de apelo tinha sido aberto no último dia 28 de abril e precisou de 10 audiências. A Corte confirmou a pena de Schettino por homicídio culposo e lesões físicas e psicológicas a dezenas de passageiros do cruzeiro. Além da prisão, os juízes decidiram que Schettino está proibido de exercer qualquer trabalho marítimo por cinco anos e de usar o título de comandante neste período. Na sentença de primeira instância, tinha sido aplicada uma pena acessória mais leve que dizia que Schettino não poderia apenas comandar navios pelos próximos cinco anos. Schettino não compareceu à sessão de hoje, que durou mais de oito horas, e aguardou a decisão dos juízes em sua casa em Meta di Sorrento, em Nápoles. Desde a tragédia com o Costa Concordia, o ex-comandante é hostilizado e chamado de "capitão covarde" por ter abandonado o navio antes dos passageiros.   

O Costa Concordia bateu contra rochas e naufragou na noite de 13 de janeiro de 2012, na ilha de Giglio, na Itália, provocando a morte de 32 pessoas, incluindo passageiros e membros da tripulação. O barco levava 4.229 pessoas a bordo no total. O acidente foi provocado por uma manobra errada ordenada por Schettino. O então comandante tentou aproximar o navio da ilha de Giglio e acabou batendo a embarcação contra as rochas. O navio se inclinou e encalhou na costa italiana. Foi necessária uma complexa operação de desmontagem que levou mais de dois anos para que o Costa Concordia pudesse ser retirado da Ilha de Giglio. Neste momento, as autoridades italianas estão na fase final de desmontagem do navio em um estaleiro. (ANSA)
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