Em tom conciliador, OEA pede diálogo na Venezuela

CARACAS, 2 JUN (ANSA) - O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) não apoiou a proposta do secretário-geral, o uruguaio Luis Almagro, de ativar a Carta Democrática na Venezuela, limitando-se a apoiar a iniciativa de diálogo entre governo e oposição.   

A Comissão aprovou um breve documento por consenso, sem votação, após cerca de três horas de discussão. O texto expressa o pedido de diálogo e o apoio aos "procedimentos constitucionais", sem qualquer menção direta ao referendo para a revisão do mandato de Nicolás Maduro promovida pela oposição.   

Para a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, "a Venezuela obteve uma vitória na OEA ao convocar o Conselho Permanente para declarar apoio ao diálogo, à Constituição e à Paz". Ainda segundo ela, essa "vitória é um reconhecimento do governo constitucional do presidente Nicolás Maduro e do sistema democrático de promoção dos direitos humanos".   

Maduro, por sua vez, convocou seus apoiadores a derrotar a "intervenção imperialista" que ameaça a "independência e soberania" de seu país. A "Venezuela não será dominada por nenhum império, nem pela OEA, nem pelo lixo que é Almagro".   

Histórico - Almagro convocou na última nesta terça-feira (31) uma reunião de emergência do comitê permanente da OEA para discutir o clima político na Venezuela e a possível aplicação da Carta Democrática, que permite suspender os países-membros da organização que violarem as garantias democráticas.   

De acordo com Almagro, a Venezuela passa por uma crise política, econômica e até humanitária, agravada por "contínuas violações da Constituição" por parte do governo de Maduro, a quem foram conferidos "superpoderes" pelo Legislativo nacional.   

Em um relatório de 132 páginas, Almagro citou abusos praticados pelo governo de Maduro que estariam obstruindo o "equilíbrio entre os poderes do Estado, o funcionamento e a integração do poder judiciário" e causando "violações de direitos humanos".   

Almagro também apontou que falta capacidade a Maduro para dar uma resposta à "grave crise humanitária do país, a qual compromete o pleno usufruto dos direitos sociais de sua população". (ANSA)
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