Há 20 anos, Schumacher conquistava sua 1ª vitória na Ferrari

ROMA, 02 JUN (ANSA) - Um dilúvio bíblico, uma retomada impossível, mas sob a bandeira quadriculada, apenas um brilho vermelho como a Ferrari F130: era o impulso que faltava para a saída de um péssimo momento que existia há anos graças àquele que se tornaria um dos maiores pilotos de todos os tempos.   


Há exatos 20 anos, no dia 2 de junho de 1996, Michael Schumacher, 26 anos, triunfava no circuito de Montmelò, na Espanha, em sua primeira vitória pela Ferrari - a 20ª da carreira. O então bicampeão mundial pela Benetton aceitou o desafio de deixar sua equipe para tentar recolocar a escuderia italiana no caminho de vitórias gloriosas do passado.   


Desde daquele dia, foram muitas pole-positions, outras 71 vitórias, algumas derrotas marcantes, mas uma grande relação entre os ferraristas apaixonados e seu ídolo alemão. Aquela sensação é o que a equipe italiana tenta reencontrar nos dias atuais, em uma crise de resultados e de identidade similar àquela anterior à Schumacher.   


Muito apontado como seu possível sucessor, Sebastian Vettel vem repetindo, como uma espécie de mantra, que "há ainda muito por fazer" para ter uma Ferrari igual aquela.   


O tempo porém, naquela época, era de um campeão infinito, porque Schumacher, mais pelo gênio do que pela loucura, e o carro encaixavam como peças de um quebra-cabeça. Depois de um início que demandou trabalho dia e noite, algumas corridas de adaptação, ele provou a união que se tornaria perfeita.   


Guiando sob a chuva, ficou na terceira colocação no grid. Depois de algumas voltas, com problemas no carro, viu diversos carros passarem por ele - incluindo o do companheiro Eddie Irvine. Da sétima colocação, no entanto, uma estratégia perfeita fez com que ele avançasse no grid, ultrapassando pilotos como Gerhard Berger e Jean Alesi.   


A pilotagem fez com que o público vibrasse a cada ultrapassagem com aquela corrida de recuperação perfeita. Ao fim, o alemão ficou à frente de Alesi e Jacques Villeneuve, levando os torcedores ao delírio. Até mesmo pela pouca frequência da Ferrari nos pódios da época, apenas dois pódios nos últimos cinco anos, a festa foi longa com os italianos.   


Daquele 2 de junho - dia em que a Itália celebra do Dia da República, uma das datas mais importantes do calendário cívico italiano - em diante, Schumacher inaugurava uma período de intensa paixão "vermelha". Foram necessários, é verdade, alguns anos até os cinco títulos mundiais, mas a base do amor entre italianos e o alemão estava criada. (ANSA)
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