Eleições municipais italianas entram em fase final

ROMA, 03 JUN (ANSA) - A campanha eleitoral para as eleições municipais e regionais na Itália neste domingo (05) entrou na fase final nesta sexta-feira (03) com a participação das principais lideranças políticas do país.   

O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, foi defender os candidatos do Partido Democrático (PD) em várias localidades, entre elas, Bolonha, Rimini, Ravenna e Nápoles - onde tem a missão mais difícil.   

"Como dissemos em todos os comícios, não é um voto sobre o governo, mas seguramente é muito importante para escolher o futuro da própria cidade. Queremos prefeitos honestos, capazes de tapar buracos, mas também de dar um horizonte à própria comunidade. O PD colocou em campo candidatos muito responsáveis", afirmou o premier em sua newsletter semanal.   

Já o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, líder do Força Itália (FI), focou sua campanha em seu reduto, Milão, e em Óstia. Nesta última, ele usou o palanque para criticar o governo do PD à frente da Prefeitura de Roma. "Roma foi guiada por um mau governo de esquerda e está em uma grave crise: vocês conhecem o desastre das estradas e do lixo com impostos dobrados", alfinetou.   

O comediante Beppe Grillo, presidente do Movimento Cinco Estrelas (M5S), evitou aparições públicas, mas orientou seu comandados a focarem todos os esforços para vencer na capital italiana - onde está na coligação de direita com Berlusconi e com Matteo Salvini, da Liga Norte.   

A campanha "física" da direita foi feita por Salvini, que como era esperado, criticou Renzi e o PD e disse estar confiante na vitória em Roma.   

Ao todo, mais de 1,3 mil municípios italianos irão às urnas para escolher entre mais de 150 mil candidatos. Entre especialistas e autoridades, há o temor de que a máfia intimide e atue nas mais diversas regiões, fato que fez a Comissão Parlamentar Antimáfia investigar candidatos nas principais cidades do pleito, como Roma e Nápoles. O grupo identificou 14 candidatos que tem ligação com os grupos mafiosos e orientou que eles não fossem votados. (ANSA)
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