Keiko Fujimori lidera pesquisas para eleições presidenciais no Peru

Em Lima (Peru)

  • Cris Bouroncle/AFP

    23.mai.2016 - Candidatos à Presidência do Peru, Pedro Pablo Kuczynski e Keiko Fujimori se cumprimentam após debate realizado em Piura, norte do país

    23.mai.2016 - Candidatos à Presidência do Peru, Pedro Pablo Kuczynski e Keiko Fujimori se cumprimentam após debate realizado em Piura, norte do país

Duas pesquisas eleitorais divulgadas nesta sexta-feira (3) mostram que a filha do ex-ditador peruano Alberto Fujimori, Keiko, lidera a corrida eleitoral para a Presidência do Peru contra o ex-ministro da Economia Pedro Pablo Kuczynski. A eleição será realizada neste domingo (5), em segundo turno.    

Segundo dados divulgados pelo CPI, Keiko tem 51,6% dos votos válidos contra 48,4% do rival, também conhecido como PPK. Já um levantamento feito pelo Datum mostra uma vantagem um pouco maior para Keiko: 52,1% contra 47,9%.   

Apesar dos dados darem vantagem à filha do ex-ditador, analistas dizem que não é possível confirmar a vitória dela, já que o movimento antifujimorista ganhou força nas últimas semanas, além de que há cerca de 10% de eleitores que se declararam indecisos nos levantamentos.   

Além disso, a campanha de Kuczynski está sendo apoiada até por partidos de esquerda, que preferem defender um candidato de direita a abrir mão de um posicionamento e "correr o risco" da volta do fujimorismo na nação.

Para se ter ideia, no primeiro turno, PPK havia conquistado apenas 23,7% dos votos, menos da metade do que as intenções de voto apontam no segundo turno.

Desde a noite de ontem, as campanhas eleitorais não podem mais ser realizadas, de acordo com a lei peruana. Nos comícios de despedida, Keiko reafirmou que lutará contra a "violência e a delinquência" no Peru e acusou seu concorrente de "não ter pulso firme" para enfrentar esses problemas.   

Por sua vez, a campanha de Kuczynski alertou que o Peru "se tornará um narco-Estado" caso Keiko vença, lembrando as denúncias de que o partido dela é financiado pelo tráfico de drogas, além de alertar que ela causará um retrocesso nas leis de direitos humanos no país, visto que seu pai está na cadeia, justamente, por violar os direitos humanos durante sua ditadura.   

Neste domingo, cerca de 23 milhões de eleitores irão às urnas para definir quem irá suceder Ollanta Humala, o atual mandatário. O vencedor assumirá ainda neste ano e seguirá seu mandato até 2021.

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