Procuradoria pede absolvição de Messi por fraude fiscal

MADRI, 03 JUN (ANSA) - No último dia do julgamento na Audiência Nacional sobre a suposta fraude fiscal cometida pelo argentino Lionel Messi, a Procuradoria da Espanha pediu a absolvição do jogador. No entanto, o órgão manteve o pedido de prisão para o pai do atleta, Jorge Horacio, por considerar que ele burlou regras para evadir os 4,1 milhões de euros em impostos. Já o advogado geral do Estado, Mario Maza, pediu novamente a condenação dos dois a 22 meses de cadeia e classificou Messi como um "chefe de uma organização criminosa" porque ele "manda" os outros fazerem o serviço sujo, mas diz "não saber de nada".   


"O que os Messi falaram aqui não tem credibilidade nenhuma", afirmou Maza.   


As diferenças na postura das duas entidades já era esperada, por causa de orientações anteriores das mesmas. A Procuradoria afirmou que o depoimento das várias testemunhas do caso e o depoimento de Messi comprovaram que ele "não sabia nada" sobre os documentos e contratos que assinava. Já para a Advocacia Geral do Estado, era impossível que o atleta não fosse informado por seu pai e empresário.   


Agora, a decisão sobre o caso deve sair nas próximas semanas.   


Porém, mesmo se ambos forem acusados, eles não devem cumprir a pena em presídio porque na Espanha não é comum condenados por crimes do tipo irem para a cadeia em sentenças com condenações menores de dois anos.   


Jorge e Messi são acusados de criar várias empresas de fachada em paraísos fiscais para fraudar impostos. Esses crimes teriam ocorrido entre os anos de 2007 e 2009. (ANSA)
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