Italianos vão às urnas em eleições municipais

ROMA, 5 JUN (ANSA) ? Mais de 13 milhões de eleitores italianos estão convocados para irem às urnas neste domingo (5) eleger novos prefeitos para 1.342 municípios, dos quais sete capitais regionais (Roma, Milão, Nápoles, Bolonha, Turim, Cagliari e Triestre). Também serão eleitors líderes para 18 capitais de províncias: Benevento, Brindisi, Carbonia, Caserta, Cosenza, Crotone, Grosseto, Isernia, Latina, Novara, Olbia, Pordenone, Ravenna, Rimini, Salerno, Savona, Varese e Villacidro. As urnas foram abertas às 7h locais (2h no horário de Brasília) e serão fechadas até às 23h (18h de Brasília). Eventuais segundos turnos ocorrerão no dia 19 de junho, no mesmo horário. Por volta do meio-dia, a afluência às urnas era de 18%.   

Como já ocorreu tantas outras vezes na Itália, as eleições municipais, por abrangerem importantes cidades e capitais, têm um forte impacto nacional e representam um teste político para o governo do primeiro-ministro Matteo Renzi. Na capital italiana, o duelo envolve três candidatos, sendo duas mulheres: Virginia Raggi, Giovanna Meloni e Roberto Giachetti. Raggi é a grande novidade nas urnas. A candidata é membro do partido opositor Movimento Cinco Estrelas (M5S), liderado pelo comediante Beppe Grillo, que conta com forte presença no Parlamento e é considerado a segunda maior formação do país, atrás apenas do Partido Democrático (PD) de Renzi. Já Meloni é a candidata dos partidos conservadores, como o Irmãos da Itália e a Liga Norte, enquanto Giachetti agrupa a coalizão de centro-esquerda, do PD ao Partido Verde. As pesquisas de intenção de voto dão Raggi como favorita, mas com uma diferença muito estreita de Giachetti. Mesmo assim, o resultado final pode ser um enigma e deve levar os dois mais votados para o segundo turno. Em Milão, os dois candidatos mais fortes na disputa são Giuseppe Sala, representante da centro-esquerda e um dos líderes da organização da Expo Milão 2015, e Stefano Parisi, da centro-direita. Na cidade de Turim, também ao norte da Itália, as pesquisas indicam vitória de Piero Fassino, dirigente histórico do Partido Comunista e, posteriormente, do PD. Mesmo sabendo do impacto que as eleições municipais possam ter na governabilidade nacional, Renzi se distanciou do pleito e disse que a votação de hoje "não será nenhuma sinalização política". "O voto é para eleger somente prefeitos, ponto", disse o premier ao longo da semana passada. Mas, para Renzi, seria importante a vitória de seus candidatos nas cidades de Roma, com Giachetti, e Milão, com Sala. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos