Conheça a mulher que pode se tornar a 1ª prefeita de Roma

SÃO PAULO, 6 JUN (ANSA) - A advogada de 37 anos Virginia Raggi pode se tornar a primeira mulher a assumir a Prefeitura de Roma, na Itália, se vencer o segundo turno das eleições municipais locais, em 19 de junho. Seu adversário é Roberto Giachetti, do Partido Democrático (PD).   

A disputa do segundo turno municipal representa o que ocorre em nível nacional na Itália: De um lado, está Raggi e o Movimento 5 Estrelas, do ex-comediante Beppe Grillo e, do outro, o governista PD, do premier Matteo Renzi, alvo de frequentes ataques do M5S. Para conquistar os 35% dos votos no primeiro turno, Raggi passou por uma longa campanha eleitoral que contou inclusive com uma "vaquinha" de 20 euros por uma fatia de pizza, pagos por cerca de 200 pessoas, em maio, para apoiar sua candidatura à Prefeitura da capital italiana. A vereadora conseguiu se oficializar candidata do M5S em uma votação on-line do partido realizada em fevereiro de 2016. No início, havia 200 nomes pleiteando a vaga pela legenda. A lista se reduziu a cinco no dia do pleito virtual. Nascida em 1978, em Roma, Raggi cresceu nos bairros de San Giovanni e Ottavia. É graduada em Direito e Jurisprudência pela Universidade de Roma Tre e especializada em direito autoral e propriedade intelectual. Trabalhou por seis anos em um escritório de advocacia cujo dono, Alessandro Sammarco, fez a defesa do ex-premier Silvio Berlusconi em alguns processos, o que gera protestos de eleitores do M5S. Na política, atuou como voluntária e, desde que foi eleita vereadora, em 2013, dedica-se às temáticas de educação e meio ambiente. Frequentemente, Raggi diz que foi seu filho, Matteo, de 7 anos, sua inspiração para entrar na política. Durante sua campanha, a candidata chegou a fazer promessas consideradas bizarras pela imprensa, como a permuta nos mercados romanos, instalação de teleféricos na cidade e cobrança de impostos de ciganos. Ela também defende mudanças nas contas públicas e no débito da capital. Caso Raggi consiga mais de 50% dos votos no segundo turno e vença as eleições, será um duro revés para o PD de Renzi, pois consolidará o cenário de que a principal oposição ao governo deixa de ser a direita e se torna o "antipartido" M5S, que se posiciona contrário ao sistema e já é a segunda força política do país. (ANSA)
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