Conheça os problemáticos hipopótamos de Pablo Escobar

Por Oscar Escamilla BOGOTÁ, 6 JUN (ANSA) - O que começou como uma imagem surreal, hipopótamos vagando por estradas e áreas rurais no departamento de Magdalena Médio, na Colômbia, está se tornando um problema de dimensões inimagináveis para a população local.   

Por capricho, o falecido narcotraficante Pablo Escobar trouxe quatro hipopótamos africanos para sua lendária "Fazenda Nápoles" em meados dos anos 1980. Além deles, Escobar ainda levou elefantes, girafas e outras espécies exóticas para "Nápoles". Após sua morte, o Estado tomou conta de seu patrimônio, distribuindo os animais por diversos zoológicos do país. Os hipopótamos -- três fêmeas e um macho --, no entanto, foram deixados no local aos próprios cuidados e nos últimos anos se reproduziram exponencialmente.   

Atualmente, a população local sofre com os ao menos 35 animais, descendentes dos primeiros hipopótamos, pesando cerca de duas toneladas cada, conhecidos por sua agressividade. Recentemente, a questão virou um assunto recorrente nas redes sociais dos colombianos e vieram à tona diversos vídeos caseiros dos bichos feitos por moradores da região. Nas imagens, eles podem ser vistos entrando em plantações, quintais de casa, espantando rebanhos de gado e andando por estradas rurais, aparentemente, sem nenhum medo.   

O biólogo David Echeverri, da Corporação Autônoma Regional das Bacias dos Rios Negro e Nare (Cornare, na sigla em espanhol), explicou, em entrevista à ANSA, que não se trata de um problema novo, "mas o que preocupa é que se tornou algo repetitivo".   

"Antes eles apareciam uma ou duas vezes por ano, agora é uma vez por mês. Isso tem muito a ver com o aumento da população", acrescenta.   

Segundo os especialistas, os hipopótamos encontraram naquela região da Colômbia um ambiente tranquilo, sem ameaças de outras espécies, com água e alimentos. "Isso não deixa de ser um perigo, pois não sabemos que hora eles vão ter uma reação agressiva. Por isso pedimos que a população esteja precavida", concluiu.   

O Cornare espera conseguir castrar os machos para frear o crescimento da população de hipopótamos e também tem a esperança de que algum zoológico estrangeiro se interesse pelos animais no futuro. (ANSA)
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