M5S conquista maioria dos votos em Roma e enfraquece Renzi

ROMA, 6 JUN (ANSA) - A candidata do partido opositor italiano Movimento 5 Estrelas (M5S) Virginia Raggi venceu as eleições municipais de Roma, levando a legenda para o segundo turno do pleito e impondo uma importante conquista para os seguidores do comediante Beppe Grillo, líder do grupo. Ela disputará a Prefeitura no dia 19 de junho, quando os italianos voltarão às urnas para o segundo turno, contra Roberto Giachetti, do governista Partido Democrático (PD), que acumulou 24,8% dos votos. A outra candidata, Giorgia Meloni, da Liga Norte, ficou com 20,68%.   

Com 2.117 urnas apuradas, de um total de 2,6 mil mil, o M5S conquistou 35% dos votos em Roma. Nas últimas eleições, em 2013, o partido tinha ficado com somente 12,82% dos escrutínios e, em 2014, no pleito europeu, com 24,95%. O PD, do primeiro-ministro Matteo Renzi, perdeu eleitores dessa vez, se comparado com os 26,26% conquistados em 2013 e os 43,07% de 2014. O M5S definiu o resultado como "histórico" e prometeu "mudar todo" o panorama político italiano, de acordo com o líder do partido, Beppe Grillo. Raggi também celebrou. "Os romanos enviaram uma mensagem. É só o primeiro momento, mas é histórico. Eu posso me tornar a primeira mulher prefeita de Roma. Estou pronta para governar. O vento está mudando", disse a candidata. A legenda também teve uma expressiva votação em Turim, com a candidata Chiara Appendino, que teve mais de 30% dos votos, indo para o segundo turno contra o atual prefeito, Piero Fassino, do PD, que conquistou a maioria das urnas, com 41,83%.   

Em Milão, os resultados foram apertados, com o candidato da centro-esquerda Giuseppe Sala com 41,69%, contra o da centro-direita, Stefano Parisi, com 40,7%. Em Nápoles, o vitorioso foi Luigi de Magistris, da Lista Cívica, que acumulou 42,61% dos votos e ficou a uma grande distância do segundo colocado, Gianni Lettieri, com 24,07%, apoiado pelo Forza Italia. Em Bolonha, a vitória foi para Virginio Merola, do PD, com 39,46% dos votos, que irá para o segundo turno com Lucia Borgonzoni, da centro-direita, com 22,27%. Ontem, mais de 13 milhões de eleitores foram convocados para votar e renovar a Prefeitura de 1.342 cidades, mas a afluência foi de apenas 62,14%, contra os 67,42% do pleito antecedente.   

Em nenhuma cidade, um candidato venceu no primeiro turno, com exceção de Cagliari, cujo triunfo único foi do candidato de centro-esquerda Massimo Zedda. Apesar de serem eleições municipais, os resultados influenciam o panorama nacional político italiano. O primeiro-ministro Matteo Renzi tentou se distanciar do pleito, mas, depois da apuração, admitiu que os resultados não foram bons para seu partido. "Não estamos contentes. Não somos como os outros que levam o sorriso estampado no rosto por ordem. Queríamos fazer melhor, principalmente em Nápoles", disse o premier. A candidata do PD em Nápoles, Valeria Valente, não conseguiu nem ir para o segundo turno e ficou com apenas 21% dos votos. Sobre os resultados em Roma, Renzi admitiu que o candidato do PD, Roberto Giachetti, fez um grande esforço. "Ele fez um meio milagre e tem mérito. Foi uma campanha muito difícil e agora ainda está em jogo. Vamos disputar o segundo turno". (ANSA)
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