Instituto de pesquisa questiona crescimento do M5S na Itália

ROMA, 7 JUN (ANSA) - Os bons resultados conquistados pelo partido opositor italiano Movimento 5 Estrelas (M5S) em cidades importantes, como Roma, nas eleições municipais do último domingo (5) inflaram o clima político na Itália. Nesta terça-feira (7), políticos governistas e o Instituto de pesquisa Carlo Cattaneo vieram a público negar que o país esteja sofrendo um "boom" no crescimento de eleitores da legenda, comandada pelo comediante Beppe Grillo. Desde a disputa do primeiro turno das eleições, Grillo tem reivindicado em seu blog que o M5S é "o partido mais votado nas urnas" e a "principal força política da Itália" na atualidade. Isso porque a candidata do M5S, Virginia Raggi, venceu em Roma, com 35% dos votos, e levou a corrida eleitoral para o segundo turno contra Roberto Giachetti, do governista Partido Democrático (PD), do premier Matteo Renzi. "Com 956.552 votos, o M5S se confirmou como a força política nacional mais votada", disse Grillo. "Em segundo lugar, está o PD, com 953.647. Muito longe do mundo mágico de Renzi", alfinetou o comediante. "As eleições de 5 de junho provaram a expansão do M5S em todo o território nacional", gabou-se o líder do partido. Mas o Instituto Carlo Cattaneo entrou na briga e contestou as declarações de Grillo. De acordo com as pesquisas da entidade, que comparou com os números eleitorais de 2013, o verdadeiro crescimento de eleitores ocorreu com os partidos de centro-direita, seguidos pelos de centro-esquerda. O organismo disse, inclusive, que o M5S perdeu quatro pontos percentuais, os quais teriam migrado para a centro-direita. De acordo com o Instuto Carlo Cattaneo, pode-se falar em "boom" do M5S apenas se forem comparados os resultados das eleições municipais atuais com as da antecedente na Itália, e não no confronto com o pleito geral de 2013, onde foram eleitos políticos para cargos federais. Os dados da entidade foram usados para o presidente do PD, Matteo Orfini, questionar as declarações de Grillo. "Os números têm suas teimosias. Se quisermos analisar realmente os votos, precisamos levar tudo em conta. Foram disputadas 24 capitais grandes. O PD venceu em 3 no primeiro turno e está no segundo turno em 17. Ficamos de fora de 4. Já o M5S não conseguiu nem lançar candidatura em 6 lugares e em 15 estão fora do segundo turno. Das 24 capitais, está disputando apenas três: Roma, Turim e Carbonia", escreveu o político em sua página no Facebook. "O fato é que, se comparado com as eleições de 2013, o M5S perdeu, enquanto a centro-esquerda cresceu", acrescentou. O segundo turno das eleições municipais na Itália será disputado no dia 19 de junho. Apesar de locais, as eleições têm impacto no cenário político nacional e podem virar um desafio para o premier Matteo Renzi. (ANSA)
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