Neymar pode ser julgado por corrupção na Espanha

SÃO PAULO, 07 JUN (ANSA) - A Procuradoria da Espanha pediu o indiciamento do brasileiro Neymar por corrupção, informou a rádio "Cadena Ser" nesta terça-feira (07).   


A acusação refere-se à transação que levou o jogador do Santos para o Barcelona, em 2013, e aponta uma fraude nos valores negociados entre o grupo DIS, que possuía 40% dos direitos no contrato, e o clube catalão.   


Além de Neymar, a Procuradoria pediu que o pai do atleta, Neymar, sua mãe, Nadine, os ex-presidentes do Barcelona e do Santos, Sandro Rosell e Odílio Rodrigues, respectivamente, o clube catalão e o brasileiro, e a empresa dos pais do jogador, N&N, sejam julgados pelo mesmo crime. O atual mandatário do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, foi considerado inocente e teve a solicitação de arquivamento de inquérito.   


De acordo com o jornal "Sport", Neymar e seu pai são acusados de "crime de corrupção em negócios referentes ao artigos 286 e 288 do código penal", que podem resultar em até dois anos de prisão e pesadas multas do Fisco. Porém, assim como ocorre no julgamento de Messi, a prisão não deve ser efetuada pela pena ser inferior a dois anos. Já o clube e Rosell são acusados pelo mesmo crime, mais o delito e fraude. O Santos e Rodrigues são acusados apenas de fraude no negócio.   


O indiciamento tem como base o fato que o Barcelona mentiu sobre o valor da venda de Neymar. Em 2013, foi anunciado que o jogador custou 57,1 milhões de euros, quando na verdade, a transação foi de 83,3 milhões de euros. Em nota, a Procuradoria afirmou que a manobra que omitiu o real valor da negociação de Neymar prejudicou tanto o grupo como outros clubes interessados no craque.   


"[Os contratos] alteraram, desta maneira, o livre mercado da compra de jogadores e prejudicaram também o fundo DIS, que se viu privado da possibilidade de que o jogador entrasse no mercado conforme as regras da livre concorrência e pudesse obter um valor maior pela negociação", afirmaram os procuradores.   


Por sua vez, a N&N emitiu nota informando que a empresa e "as pessoas físicas citadas não foram notificadas" pela Justiça espanhola. Defendendo-se, a N&N ainda informou que "a participação da DIS nos direitos econômicos do atleta Neymar Jr.   


referia-se somente ao contrato mantido com o Santos FC, e foi integralmente quitado, tendo a DIS apurado lucro de 290%".   


(ANSA)
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