Após ataque, Israel suspende entrada de 83 mil palestinos

ROMA, 09 JUN (ANSA) - Após um ataque terrorista deixar quatro mortos em Tel Aviv, o governo de Israel decidiu revogar a permissão de entrada no país para 83 mil palestinos, que estão vivenciando o mês sagrado do Ramadã. "Todas as permissões para o Ramadã, em especial para as visitas de famílias da [região de] Judeia e Samaria (Cisjordânia) a Israel foram congelados", informou em nota a Coordenação das Atividades Governamentais nos Territórios (Cogat). A proibição para entrar em Israel não atinge aqueles palestinos que têm autorização para trabalhar no país ou que tenham uma urgência médica ou humanitária.   

A decisão foi tomada após a visita do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ao local do ataque, ao qual chamou de "selvagem e terrorista". Os responsáveis pela ação são dois primos palestinos que moram em um território israelense em Yatta e já estão presos. Todos os familiares deles também foram alvo da proibição da entrada em Israel.   

Os mortos foram identificados e tiveram sua identidade revelada pelo governo: Ilana Nave, 39 anos, Mila Mishayev, 32, Ido Ben Aryeh, 42, e Michael Feige, 58. O ataque é mais um do interminável confronto entre israelenses e palestinos, que estão com as negociações de paz suspensas há cerca de dois anos. Desde então, vários ataques de palestinos contra israelenses foram registrados e o governo de Tel Aviv endureceu as regras de circulação dos moradores da Palestina.   

(ANSA)
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