Jovens italianos não largam celular e álcool, diz pesquisa

ROMA, 10 JUN (ANSA) - Os jovens italianos, como os de várias outras nacionalidades, não vivem sem seu celular, adoram beber e fumar e praticam bullying ou cyberbullying frequentemente. Essa é a imagem geral do típico adolescente italiano obtida no nono Relatório de Monitoramento sobre a Atuação da Convenção dos Direitos da Infância e da Adolescência na Itália realizada pelo grupo CRC.   


De acordo com a pesquisa, que usou como amostra jovens de 14 a 17 anos de idade de todo o país, 92,6% dos adolescentes passam o dia inteiro com o celular nas mãos, enquanto 63,4% deles consomem bebidas alcoólicas, tabaco e maconha e aproximadamente metade deles pratica bullying ou cyberbulling cotidianamente.   


Além disso, ainda entre os dados negativos, o relatório apontou que 11,5% dos adolescentes italianos participam de jogos de azar online e que 2,2% deles estão na categoria "neet", ou seja, grupo de jovens que não estudam, não trabalham e nem estão inseridos em algum sistema ou instituição de educação.   


Partindo desse último dado em específico, a pesquisa mostra que políticas públicas para essa faixa etária na Itália são escassas, ficando em um "limbo" entre as medidas para crianças e pré-adolescentes e as para jovens adultos. Um exemplo disso é que não existe nenhuma transição de um pediatra para um médico que atende adultos.   


Aliás, esse problema aparece em todas as áreas. Numerosas leis ainda estão paradas no Parlamento, entre a reforma do sistema de proteção e acolhimento de menores de idade estrangeiros não acompanhados e de aquisição de cidadania para eles. A última lei sobre isso é de 1992. (ANSA)
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