Massacre em Orlando reacende debate sobre armas de fogo

SÃO PAULO, 13 JUN (ANSA) - O massacre na boate gay Pulse, em Orlando, que deixou 50 mortos no fim de semana, tem sido comparado ao 11 de setembro nos Estados Unidos. Porém, este foi o 161º tiroteio registrado no país somente neste ano. Ao todo, 213 pessoas morreram nestes 161 ataques e 555 foram alvejadas no total, de acordo com dados de organizações não-governamentais norte-americanas divulgados por ocasião do National Gun Violence Awareness Day, celebrado em 2 de junho.   

Com o atentado da Pulse, o número fica ainda maior. Somente em Chicago, foram 14 massacres, com 10 mortos e 51 feridos. Houston foi palco de cinco ataques, enquanto Detroit, de quatro. Atlanta, Las Vegas, Orlando e New Orleans sofreram três cada. Na noite do último sábado (11), o atirador Omar Mateen, americano de origem afegã, invadiu a boate Pulse e abriu fogo contra o público, matando 49 pessoas. Em seguida, ele foi alvejado pela polícia. O caso reacendeu vários debates nos Estados Unidos. O presidente Barack Obama logo veio a público exigir um controle maior na venda de armas no país, assim como fez em outros apelos contra incidentes com armas de fogo registrados recentemente. Mas o mandatário alertou para a necessidade das pessoas não confundirem o controle de armas com a segurança nacional contra o terrorismo. "O perigo é de que este evento danifique o debate sobre a necessidade de haver mais controles sobre as armas de fogo e que isto seja visto como um obstáculo na luta contra o terrorismo", disse. Comentando que este é o pior massacre com arma de fogo na história dos Estados Unidos, Obama definiu o caso como "um extremismo dentro de casa" (nascido no país) e o comparou com o ataque em San Bernardino, ocorrido em dezembro, no qual 14 pessoas morreram. O massacre em Orlando aumentou também o debate entre os pré-candidatos à Presidência dos EUA, o republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton.   

Crítico dos muçulmanos e de latinos, Trump aproveitou a oportunidade para atacar Hillary e afirmar que ela não tem capacidade de lidar com as ameaças que o país enfrenta. "É a pessoa errada para o momento errado. Ela não entende os problemas. É frágil", disse o magnata, que já gerou muitas polêmicas com declarações xenofóbicas e racistas. Durante sua campanha eleitoral, Trump propôs proibir a entrada de muçulmanos nos EUA.   

"Os nossos líderes são fracos. Eu disse que isso ia acontecer. E só vai ficar pior", afirmou. Estou tentando salvar vidas e evitar o próximo ataque terrorista. Não podemos ser mais politicamente corretos". (ANSA)
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