Após polêmica, Macri repatria dinheiro que tinha nas Bahamas

BUENOS AIRES, 14 JUN (ANSA) - Após críticas, o presidente argentino, Mauricio Macri, repatriou os US$ 1,3 milhões que tinha depositado em uma conta bancária nas Bahamas. Como prometido, o mandatário disse ter comprado títulos do Tesouro argentino com a quantia.   

Fontes próximas a Macri disseram, em entrevista ao jornal local "La Nacion", que a atitude tem como objetivo "demonstrar sua confiança na economia e no país".   

Após ter seu nome envolvido no escândalo "Panama Papers", Macri teve problemas em sua primeira prestação de contas como presidente, quando informou que seu patrimônio aumentou em mais de 100% em 2015. Macri alegou que não havia informado anteriormente a quantia depositava nas Bahamas. Segundo representantes, se tratava "do mesmo dinheiro declarado em contas na Suíça e nos Estados Unidos" em declarações anteriores, que foram parar nas ilhas após a venda do banco Merrill Lynch.   

Segundo dados da Secretaria Anticorrupção (OA, na sigla em espanhol), em 2014, seu patrimônio era de 52 milhões de pesos argentinos, tendo passado para 110 milhões no ano seguinte.   

A declaração motivou uma denúncia de enriquecimento ilícito por legisladores kirchneristas, que consideram as Bahamas um "paraíso fiscal".   

Com seu nome envolvido recentemente no escândalo "Panama Papers", Macri anunciou que seus bens serão administrados por "um conjunto de pessoas independentes", algo inédito na história da Argentina. (ANSA)
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